Published September 30, 2005 | Version v1
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Serdia lobata Thomas & Rolston 1985

  • 1. Faculdade de Biologia Universidade Luterada do Brasil, Rua Miguel Tostes 101, 92420 - 280 Canoas-RS, Brazil
  • 2. Departamento de Zoologia Instituto de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Sul: Prédio 43435, Av. Bento Gonçalves 9500, 91501 - 970, Porto Alegre-RS, Brazil

Description

Serdia lobata Thomas & Rolston, 1985

(Figs. 15, 32, 48, 63, 79, 93, 98)

Serdia (Serdia) lobata Thomas & Rolston, 1985: 1165 (descrição, chave).

Macho. Medidas (n=4). Comprimentototal 12,5 (13,4-12,3) 0,4; larguraabdominal 3,2 (3,2-3,1) 0,1; comprimentodacabeça 2,1 (2,2-2,0) 0,1; larguradacabeça 2,5 (2,7-2,4) 0,1; comprimento dosartículos antenais I 0,8 (0,8-0,7) 0,1; II 0,4; III 2,2 (2,4-2,0) 0,4; IV 1,6 (1,7-1,5) 0,05; V 1,7; comprimentodopronoto 2,8 (2,9-2,7) 0,1; largura anterior do pronoto 2,7 (2,8-2,6) 0,08; largura posteriordo pronoto 7,1 (7,2-7,1) 0,1; comprimento do escutelo 4,6 (4,7-4,5) 0,1; largura do escutelo 3,6 (4,0-3,5) 0,28.

Descrição. Forma ovalada com ângulos umerais produzidos e lobados ântero-lateralmente, superfície de coloração castanho-escura, e regularmente pontuada dorsalmente. Cabeça estreitada no ápice, margem anteocular levemente sinuosa, jugas não contíguas, terço apical fendido. Jugas com pontuações escuras, estas pontuações extendendo-se posteriormente até a base da cabeça como um par de faixas laterais até a metade de cada ocelo, estes com uma mancha escura na margem posterior. Primeiro artículo antenal escuro, 2 o ao 4 o castanho-escuros, 3 o com um sulco mediano; 4 o dilatado (Fig. 98); 5 o amarelado. Rostro atingindo a metade ou mais do metasterno. Pronoto com úmeros fortemente enegrecidos e desenvolvidos em aba moderadamente estreita e dirigida ântero-lateralmente, comprimento maior que a distância entre os olhos. Margens ântero-laterais crenuladas, pontuações castanho-escuras densamente concentradas sobre os úmeros e margem lateral das cicatrizes; restante do pronoto com menos pontuações e irregularmente distribuídas. Cicatrizes castanhas. Escutelo com pontuações castanho-escuras de tamanho variável, em geral, menores em torno do disco e terço apical, maiores junto as margens laterais e no disco; superfície do escutelo de leve a moderadamente rugosa, margem apicaldelineada de negro nas laterais e com 1+1 pequenas manchas castanho-escuras. Hemiélitro com exocóriodistintamente mais pálido que o disco do hemiélitro, entre o exocórioeo hemiélitro hámedianamente uma série de pontuações escuras, o restante com pontuações esparsas e irregularmente distribuídas. Mancha discal conspícua ou não. Superfície torácica ventral de coloração amarelo-clara com pontuações ferrugíneas moderadamente densas e irregularmente distribuídas. Segmentos do conexivo de coloração amarelo-escura, exposto; 7 o segmento castanhoescurona área limitada pela margem laterale posterior; ângulos póstero-laterais terminando emum espinho rombo do 3 o ao 5 o segmento; 6 o e 7 o terminando em espinho agudo.Superfície ventral do abdome com pontuações densas, ferrugíneas a concolores. Pernas de coloração castanho-clara a amarelada, com pequenas pontuações dispersas.

Genitália. Pigóforo de contorno quadrangular, moderadamente piloso, sem processos ventrais. Ângulos póstero-lateraisem “U” abertos. Parede dataça genital com1+1 abas enegrecidas dispostas lateralmente a base do 10 o segmento. Bordodorsal côncavo (Fig. 15). Bordoventral bissinuoso, recortadoem “V” aberto, medianamente com uma projeção sinuosa, face interna inteiramente estriada e escurecida (Fig. 32). Décimosegmento quadrangular, disposto perpendicularmenteao plano sagital, escurecido e densamente piloso (Fig. 15). Parâmeros subcilíndricos, situados perpendicularmente ao plano sagital, levemente curvos na lateral externa e com um processo digitiforme, na sua base recobertospor alguns pêlos na face interna; ápice do parâmero obtuso, divergente ao processo digitiforme e enegrecido dorsalmente (Fig. 48). Phallus. Vésicasemelhante à S. maxima sp. nov. porém com asexpansões laminares posteriores bífidas. Gonoporo secundário em calha (Fig. 63).

Fêmea semelhanteao macho. Medidas (n=8). Comprimento total 14,5 (15,8-13,8) 0,5; larguraabdominal 7,1 (7,4-6,7) 0,2; comprimentodacabeça 2,0 (2,1-1,8) 0,09; larguradacabeça 2,7 (3,0-2,5) 0,1; comprimento dos artículos antenais I 0,7 (0,8-0,6) 0,04; II 0,4 (0,5-0,4) 0,1; III 2,1 (2,4-2,0) 0,1; IV 1,7 (1,8-1,6) 0,1; V 1,6; comprimentodopronoto 3,0 (3,2-2,9) 0,1; larguraanterior do pronoto 2,9 (3,0-2,5) 0,1; larguraposterior do pronoto 7,8 (8,1-7,4) 0,2; comprimento do escutelo 5,2 (5,5-4,9) 0,2; largura do escutelo 3,9 (4,0-3,7) 0,1.

Genitália. Superfície das placas genitais moderadamente pontuada. Sétimo segmento com a margem posterior côncava sobre os gonocoxitos 8. Laterotergitos 8 triangulares, com praticamente o dobro do comprimento dos laterotergitos 9, bordo posterior nitidamente ponteagudo, ápice escurecido. Laterotergitos 9 subtriangulares, ápice arredondado e levemente mais estreito que a base, ultrapassando nitidamente a banda que une dorsalmenteos laterotergitos 8. Gonocoxitos 8 subtriangulares, de comprimento subigualaos laterotergitos 9, escurecido junto aos bordos suturais, estes paralelos em toda a sua extensão; margens posteriores dos gonocoxitos 8 em forma de “V” aberto (Fig. 79). Décimo segmento quadrangular. Gonapófise 9 com espessamento da íntima vaginal parcialmente esclerotizado em anel incompleto. Chitinellipsen dispostas lateralmente ao espessamento da íntima vaginal. Comprimentodo ductus receptaculi nas regões anterior e posteriora área vesicular subiguais. Cristas anulares anterior e posterior convergentes, pars intermedialis estreita na base e alargando-se medianamente. Capsula seminalis esférica com três dentes finos, recurvos, surgindo da porção basal e ultrapassando a crista anular anterior em mais de 1/3 do seucomprimento (Fig. 93)

1 mm

Distribuição. Brasil: Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Material examinado. Holótipo macho, com as etiquetas: a) Brasil, São Paulo: Serra Bocaína, S.J. Barreiro, 1.650m; b) Oct.-Nov. 1969 Alvarenga & Seabra; c) Holotype Serdia lobata (AMNH). BRASIL. Minas Gerais: Serra da Mantiqueira, macho, II-1961, DZ 104/61 Herbert leg. (MNRJ); Serra do Caraça, fêmea, III-1963, F. Werner, U. Martins, L. Silva (MZSP); Serra do Caraça, fêmea, s/ data, s/ col. (MNRJ); São Paulo: Campos do Jordão, Eug. Lefevre, 1.200m, 2 fêmeas, 24-I-1963, J. Guimarães, Medeiros, L. Silva, A. Rocha & L.T.F. (MZSP); Paraná: Jaguariaiva, macho e 2 fêmeas, 28-XII-1966, F. Giacomel (DZUP); Santa Catarina: Corupá, fêmea, II-1956, A. Maller leg., (DZUP); São Bento do Sul (Rio Vermelho), macho e fêmea, IV-1973, F. Rank leg., (DZUP).

Comentários. Ogrupo irmão formado por S. lobata + é sustentado por duas homoplasias: superfície dorsal do 3 o artículo antenal com sulco longitudinal e 4 o artículo antenal achatado. S. lobata diferencia-se de todas as espécies do gênero, morfologicamente, pelos segmentos do conexivo imaculados, inúmeras e pequenas pontuações nas pernas; nos machos, osparâmeros são muitomaiores que em S. apicicornis, os quais podem ser vistos apenas removendo-se o 10 o segmento.

Notes

Published as part of Fortes, Nora Denise Fortes de & Grazia, Jocélia, 2005, Revisão e análise cladística de Serdia Stål (Heteroptera, Pentatomidae, Pentatomini), pp. 294-339 in Revista Brasileira de Entomologia 49 (3) on pages 330-332, DOI: 10.1590/s0085-56262005000300002, http://zenodo.org/record/3906364

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Linked records

Additional details

Biodiversity

Collection code
AMNH , DZUP , MNRJ , MZSP
Event date
1963-01-24 , 1966-12-28
Verbatim event date
1963-01-24 , 1966-12-28
Scientific name authorship
Thomas & Rolston
Kingdom
Animalia
Phylum
Arthropoda
Order
Hemiptera
Family
Pentatomidae
Genus
Serdia
Species
lobata
Taxon rank
species
Type status
holotype
Taxonomic concept label
Serdia lobata Thomas, 1985 sec. Fortes & Grazia, 2005

References

  • Thomas Jr., D. B. & L. H. Rolston. 1985. Arevision of pentatomine genus Serdia Stal, 1860 (Pentatomidae: Hemiptera). Journal of the New York Entomological Society 93: 1165 - 1172.