Published May 3, 2021 | Version v1
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UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NA DANÇA PARA USUÁRIOS DE CADEIRA DE RODAS: UMA NOVA PERSPECTIVA DE AULA PARA O DOCENTE NA ÁREA DA DANÇA.

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O presente trabalho, relata as experiências obtidas a partir das observações e das práticas, 
desenvolvida na Cia Dançando sobre rodas, uma cia de dança especifica para pessoas com 
deficiência usuárias de cadeira de rodas, cuja a realização aconteceu na cidade de Taubaté, 
São Paulo com seis bailarinas. Este relato tem como objetivo, compartilhar as experiências e 
metodologias criadas durante estes seis anos de estudo como coreógrafo e professor, cuja a 
pretensão foi realizar processos didáticos relacionados ao movimento para pessoas com 
deficiência, possibilitando descobrir suas potencialidades e uma movimentação mais orgânica 
das bailarinas. Para subsidiar a pesquisa, contou-se com a contribuição teórica de: Carvalho
(2004), Nanni (2003), Arruda (1998) e Minello (2006). Para tanto, a metodologia que sustenta 
este relato esta pautada na observação participante e uma análise de conteúdos corporais 
profundas. Nos resultados alcançados percebe–se a importância do trabalho como uma forma 
de inclusão, e que é possível perceber uma grande quebra de paradigma que a pessoa com 
deficiência pode sim projetar seus movimentos da forma e tempo que for necessário, e com 
isso houve mais compreensão de propostas corporais, um auto estima entre elas e até mesmo 
uma nova perspectiva de movimentação por meio do uso da tecnologia. A dança para 
cadeirantes é de grande importância para a formação de outros docentes, voltada para a área 
da dança inclusiva, principalmente nas escolas de dança. Pode se considerar que a dança 
inclusiva é uma etapa essencial para quebrar paradigmas mediante a constituição da tradição 
da dança, contribuindo assim para a construção da identidade profissional do mesmo. As 
conclusões apontam para a importância o docente precisa levar em consideração que este 
corpo deficiente estará sempre em continuo processo de construção, ou seja, quanto mais for o 
número de experiência que ele propor a bailarina, tanto motora quanto afetiva, melhor será a 
sua chance de se desenvolver integralmente.

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