Presos no estômago da baleia: qual o valor do luto na sociedade das mercadorias?
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A civilização contemporânea se vê diante de um colapso ecológico, social e econômico, vivendo em um duradouro e extenso velório onde vela a si própria. Mesmo nesse cenário de imersão em desamparo e barbárie – e intrínseco logicamente a ele –, o espaço para o luto, para a elaboração da perda, é barrado do campo do sensível e situado nos moldes do capital – racionalizado, útil e mercantilizado. No tempo histórico da modernidade capitalista, é o trabalho que determina, quantifica e calcula o custo do sofrimento e que padroniza o tempo economicamente viável de duração do luto. É nesse sentido que este artigo questiona qual o valor (moral e econômico) do luto na sociedade da mercadoria. A autoritária locomotiva do Progresso nos empurra, nos impele, e melancolicamente, sem nos enlutar, seguimos no estômago da baleia.
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- Issued
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2025