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Estresse ocupacional e estratégias para seu enfrentamento em profissionais de enfermagem que atuam em unidade de internação oncológica

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Introdução: O cuidado em oncologia tende a ser estressante devido a elevada sobrecarga emocional relacionada ao cuidado de pacientes gravemente doentes ou em estado terminal. Este estudo aborda o estresse em profissionais de enfermagem oncológica, sujeitos a diversos fatores estressores relacionados aos cuidados de pacientes gravemente doentes e/ou terminais. Objetivo: Avaliar o estresse no trabalho e as estratégias utilizadas para o seu enfrentamento na perspectiva dos(as) enfermeiros(as) que atuam em uma unidade de internação oncológica. Método: Trata-se de um estudo qualitativo, exploratório e descritivo com seis enfermeiros que trabalham na unidade de internação oncológica do Hospital Moinhos de Vento. Como instrumentos desse estudo utilizou-se um questionário sociodemográfico semiestruturado; a escala Health Safety Executive – Indicator Toll (HSE-IT) e uma entrevista semiestruturada para investigação de estressores no trabalho de enfermagem. Resultados: Os dados desta pesquisa demonstraram o seguinte perfil de participantes: idade média 37 anos, sexo feminino, casadas, com Pós Graduação em Oncologia, atuando há mais de um ano na instituição, com carga horária de trabalho de mais de 6 horas diárias, com renda mensal superior a quatro salários mínimos, que moram com algum familiar e todas têm alguma prática espiritual. Os resultados indicam a presença de estresse para os trabalhadores da enfermagem que atuam na oncologia, segundo o HSE-IT evidenciou-se nas dimensões de Controle, Apoio da Chefia, Apoio dos Colegas e Relacionamentos. As principais estratégias utilizadas pelas participantes foram: espiritualidade; cuidados com o corpo; saúde mental; lazer; família e apoio em equipe. Conclusão: Concluiu-se que, muitas enfermeiras, principalmente aquelas mais jovens e com menos experiência, apresentam maiores níveis de estresse, podendo dificultar o enfrentamento aos fatores estressores diários no ambiente de trabalho. Para tanto, sugere-se que para minimizar os estressores no ambiente de trabalho de enfermagem oncológica, promover estratégias de enfrentamento ao estresse cientificamente eficientes e, assim, auxiliar na melhora da qualidade de vida desses trabalhadores, foi elaborado um Guia prático de Qualidade de Vida.

Abstract (English)

Introduction: Oncology care tends to be stressful due to the high emotional burden associated with caring for seriously ill or terminal patients. This study addresses stress in oncology nursing professionals, who are subject to various stressors related to the care of seriously ill and/or terminal patients. Objective: To assess work-related stress and the strategies used to cope with it from the perspective of nurses working in an oncology inpatient unit. Method: This is a qualitative, exploratory, and descriptive study with six nurses working in the oncology inpatient unit of the Moinhos de Vento Hospital. The instruments used in this study included a semi-structured sociodemographic questionnaire, the Health Safety Executive – Indicator Tool (HSE-IT) scale, and a semi-structured interview to investigate stressors in nursing work. Results: The data from this research demonstrated the following participant profile: average age 37 years, female, married, with a postgraduate degree in oncology, working for over a year at the institution, with a work schedule of more than 6 hours daily, with a monthly income above four minimum wages, living with a family member, and all have some spiritual practice. The results indicate the presence of stress for nursing workers in oncology, according to the HSE-IT, particularly in the dimensions of Control, Management Support, Peer Support, and Relationships. The main strategies used by the participants were spirituality, body care, mental health, leisure, family, and team support. Conclusion: It was concluded that many nurses, especially younger and less experienced ones, exhibit higher levels of stress, which may hinder coping with daily stressors in the workplace. Therefore, it is suggested that, to minimize stressors in the oncology nursing work environment, scientifically efficient stress-coping strategies should be promoted to help improve the quality of life of these workers. A Practical Guide to Quality of Life was developed for this purpose.

Abstract (Spanish)

Introducción: El cuidado en oncología tiende a ser estresante debido a la alta carga emocional relacionada con el cuidado de pacientes gravemente enfermos o en estado terminal. Este estudio aborda el estrés en los profesionales de enfermería oncológica, sujetos a diversos factores estresantes relacionados con el cuidado de pacientes gravemente enfermos y/o terminales. Objetivo: Evaluar el estrés laboral y las estrategias de afrontamiento utilizadas desde la perspectiva de los enfermeros que trabajan en una unidad de internación oncológica. Método: Se trata de un estudio cualitativo, exploratorio y descriptivo con la participación de seis enfermeros que trabajan en la unidad de internación oncológica del Hospital Moinhos de Vento. Como instrumentos de este estudio, se utilizó un cuestionario sociodemográfico semiestructurado; la escala Health Safety Executive – Indicator Tool (HSE-IT) y una entrevista semiestructurada para investigar los factores estresantes en el trabajo de enfermería. Resultados: Los datos de esta investigación mostraron el siguiente perfil de participantes: edad promedio de 37 años, sexo femenino, casadas, con posgrado en Oncología, trabajando en la institución durante más de un año, con una carga horaria de trabajo superior a 6 horas diarias, con un ingreso mensual superior a cuatro salarios mínimos, viviendo con algún familiar, y todas tienen alguna práctica espiritual. Los resultados indican la presencia de estrés entre los trabajadores de enfermería que trabajan en oncología, según lo evidenciado por el HSE-IT en las dimensiones de Control, Apoyo del Supervisor, Apoyo de los Colegas y Relaciones. Las principales estrategias utilizadas por las participantes fueron: espiritualidad, cuidado del cuerpo, salud mental, ocio, familia y apoyo en equipo. Conclusión: Se concluyó que muchas enfermeras, especialmente las más jóvenes y con menos experiencia, presentan niveles más altos de estrés, lo que puede dificultar el afrontamiento de los factores estresantes diarios en el entorno laboral. Por lo tanto, se sugiere que, para minimizar los factores estresantes en el entorno laboral de la enfermería oncológica, se promuevan estrategias de afrontamiento del estrés científicamente eficientes y, así, se elaboró una Guía Práctica de Calidad de Vida para ayudar a mejorar la calidad de vida de estos trabajadores.

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Translated title (English)
Occupational stress and coping strategies among nursing professionals working in an oncology inpatient unit
Translated title (Spanish)
Estrés ocupacional y estrategias de afrontamiento en profesionales de enfermería que trabajan en una unidad de internación oncológica

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