Ommata tibialis Fuchs 1961
Authors/Creators
- 1. . Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 42.494, 04218 - 970, São Paulo, SP, Brasil. &. E-mail: toncriss @ uol. com. br.
- 2. . Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 42.494, 04218 - 970, São Paulo, SP, Brasil. &. Pesquisador do CNPq.
- 3. . Hotel Flora & Fauna, Casilla 2097, Santa Cruz de la Sierra, Bolivia. E-mail: hotelfandf @ hotmail. com.
Description
(Figs. 5, 6)
Ommata (Ommata) tibialis Fuchs, 1961: 10; Monné, 2005: 481 (cat.); Monné & Hovore, 2005: 119 (checklist); 2006: 119 (checklist).
Diagnose: Ommata tibialis assemelha-se a O. hirtipes pelo protórax avermelhado nos dois sexos, mas difere pela forma mais estreita, principalmente do protórax.
A descrição abaixo se baseia na descrição original e nas fotografias do holótipo fêmea e alótipo macho.
Fêmea (Fig. 6): Cabeça e protórax avermelhados; pernas pretas, com a base dos meso- e metafêmures amarelada; antenas pretas, com os antenômeros IX-X e metade basal do XI branco-amarelados; élitros amarelados, brilhantes, com as bordas pretas; meso-, metatórax e urosternitos enegrecidos.
Distância entre os lobos oculares superiores e inferiores igual a aproximadamente o triplo da largura do escapo na base. Fronte com pontuação moderadamente grossa e esparsa. Genas um pouco mais curtas do que a largura dos lobos oculares inferiores. Vértice com pontuação fina e abundante. Antenas ultrapassam o ápice abdominal no ápice do antenômero IX; antenômero III mais longo do que o escapo e o antenômero IV; antenômero IV aproximadamente tão longo quanto o VII; antenômeros VI-XI gradualmente mais curtos; antenômeros VII-XI mais grossos do que os basais.
Protórax longitudinal, quase cilíndrico, brilhante; borda anterior marginada; margens laterais suavemente convexas. Pronoto com pontuação moderadamente abundante, principalmente nas laterais, exceto na região central que é quase lisa; pilosidade longa, ereta e dispersa. Escutelo pequeno e pubescente. Élitros com o triplo do comprimento do protórax; cobrem o abdome até aproximadamente o ápice do urosternito IV; margens externas suavemente curvadas, convergentes até aproximadamente o meio e subparalelas no restante; ápice arredondado; disco com pontos esparsos e pelos eretos e dispersos no terço basal. Pro-, meso-, metatórax e urosternitos pubescentes.
Macho (Fig. 5): Cabeça preta; antenômero IX enegrecido na base; antenômero X escurecido no terço apical; antenômero XI preto. Distância entre os lobos oculares inferiores igual a aproximadamente a largura do antenômero III na base. Antenas ultrapassam o abdome no ápice do antenômero VIII. Metatarsômero I esbelto.
Dimensões em mm (Fuchs, 1961): Comprimento total, 6,5-8,0.
Tipos, localidade-tipo: Holótipo fêmea (Fig. 6) e alótipo (Fig. 5), depositados na CHSV (ex-Coleção E. Fuchs) e parátipo fêmea depositado na MEFP, todos provenientes do Brasil (Santa Catarina: Seara, Nova Teutônia).
Distribuição geográfica: Brasil [Santa Catarina (Fuchs, 1961)].
Discussão: Fuchs (1961) afirmou que os élitros nas fêmeas são 2,5 vezes mais longos do que o protórax. No entanto, a fotografia do holótipo fêmea permite observar que, na verdade, os élitros são um pouco mais longos do que o triplo do comprimento do protórax. Além disso, Fuchs (op. cit.) escreveu que O. tibialis é facilmente distinguível das outras espécies do subgênero Ommata, devido à presença de tufo de pelos nas metatíbias. Essa afirmação é incompreensível, porque O. elegans, espécie-tipo do gênero, também possui esse caráter.
Zajciw (1966) utilizou dois caracteres variáveis para separar O. hirtipes de O. tibialis: “protórax um pouco mais longo que largo, mais claro” (para O. hirtipes) e “protórax distintamente mais longo que largo, mais escuro” (para O. tibialis). Com relação ao segundo caráter utilizado, forma do protórax, além de normalmente variável, no dilema não há dicotomia. A única diferença entre as alternativas é que naquela que conduz para O. hirtipes foi repetida a palavra “metade”. Embora o protórax em O. tibialis seja realmente mais esguio, ao menos nos únicos espécimes formalmente conhecidos (holótipo e dois parátipos), a chave em questão pouco ajuda sem o exame de uma figura para avaliar a forma do protórax (que, mesmo assim, seria de pouca valia, levando-se em consideração a variabilidade esperada). Comparando-se fotografias do holótipo (O. hirtipes) e parátipo (O. tibialis) machos de ambas, observa-se que a diferença entre o comprimento e a largura é muito pequena, ao contrário do que afirmou Zajciw (op. cit.). Acreditamos que a melhor diferença está no comprimento da antena que, nos tipos de O. tibialis é proporcionalmente menor.
É possível que O. hirtipes seja sinônima de O. tibialis e que as diferenças encontradas sejam apenas variação específica. No entanto, a pequena quantidade de exemplares conhecidos não permite tal conclusão.
Notes
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Identifiers
Related works
- Cites
- Figure: 10.5281/zenodo.13307690 (DOI)
- Is part of
- Journal article: 10.1590/S0031-10492010003900001 (DOI)
- Journal article: http://zenodo.org/record/13307686 (URL)
- Journal article: http://publication.plazi.org/id/9A20A32BFFF5FFBC4865783B443CAE51 (URL)
- Is source of
- https://sibils.text-analytics.ch/search/collections/plazi/6619DB53FFF0FFBB48B47B034640ACE1 (URL)
Biodiversity
- Collection code
- CHSV, MEFP
- Scientific name authorship
- Fuchs
- Kingdom
- Animalia
- Phylum
- Arthropoda
- Order
- Coleoptera
- Family
- Cerambycidae
- Genus
- Ommata
- Species
- tibialis
- Taxon rank
- species
- Type status
- Holotipo
- Taxonomic concept label
- Ommata tibialis Fuchs, 1961 sec. Santos-Silva, Martins & Clarke, 2010
References
- FUCHS, E. 1961. Beitrag zur Kenntnis der neotropischen Cerambyciden. Koleopterologische Rundschau, 39: 6 - 21.
- MONNE, M. A. & HOVORE, F. T. 2005. Checklist of the Cerambycidae, or longhorned wood-boring beetles, of the Western Hemisphere. Bio Quip Publications, Rancho Dominguez, 393 p.
- ZAJCIW, D. 1966. Estudos do genero Ommata White, 1855. II: Subgenero Ommata (Col., Cerambycidae, Rhinotragini). Revista Brasileira de Biologia, 26 (1): 87 - 92.
- WHITE, A. 1855. Catalogue of the coleopterous insects in the collection of the British Museum. Longicornia 2. British Museum, Londres, v. 8, p. 175 - 412.