Published December 31, 2010 | Version v1
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Ommata tibialis Fuchs 1961

  • 1. . Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 42.494, 04218 - 970, São Paulo, SP, Brasil. &. E-mail: toncriss @ uol. com. br.
  • 2. . Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 42.494, 04218 - 970, São Paulo, SP, Brasil. &. Pesquisador do CNPq.
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Description

Ommata tibialis Fuchs, 1961

(Figs. 5, 6)

Ommata (Ommata) tibialis Fuchs, 1961: 10; Monné, 2005: 481 (cat.); Monné & Hovore, 2005: 119 (checklist); 2006: 119 (checklist).

Diagnose: Ommata tibialis assemelha-se a O. hirtipes pelo protórax avermelhado nos dois sexos, mas difere pela forma mais estreita, principalmente do protórax.

A descrição abaixo se baseia na descrição original e nas fotografias do holótipo fêmea e alótipo macho.

Fêmea (Fig. 6): Cabeça e protórax avermelhados; pernas pretas, com a base dos meso- e metafêmures amarelada; antenas pretas, com os antenômeros IX-X e metade basal do XI branco-amarelados; élitros amarelados, brilhantes, com as bordas pretas; meso-, metatórax e urosternitos enegrecidos.

Distância entre os lobos oculares superiores e inferiores igual a aproximadamente o triplo da largura do escapo na base. Fronte com pontuação moderadamente grossa e esparsa. Genas um pouco mais curtas do que a largura dos lobos oculares inferiores. Vértice com pontuação fina e abundante. Antenas ultrapassam o ápice abdominal no ápice do antenômero IX; antenômero III mais longo do que o escapo e o antenômero IV; antenômero IV aproximadamente tão longo quanto o VII; antenômeros VI-XI gradualmente mais curtos; antenômeros VII-XI mais grossos do que os basais.

Protórax longitudinal, quase cilíndrico, brilhante; borda anterior marginada; margens laterais suavemente convexas. Pronoto com pontuação moderadamente abundante, principalmente nas laterais, exceto na região central que é quase lisa; pilosidade longa, ereta e dispersa. Escutelo pequeno e pubescente. Élitros com o triplo do comprimento do protórax; cobrem o abdome até aproximadamente o ápice do urosternito IV; margens externas suavemente curvadas, convergentes até aproximadamente o meio e subparalelas no restante; ápice arredondado; disco com pontos esparsos e pelos eretos e dispersos no terço basal. Pro-, meso-, metatórax e urosternitos pubescentes.

Macho (Fig. 5): Cabeça preta; antenômero IX enegrecido na base; antenômero X escurecido no terço apical; antenômero XI preto. Distância entre os lobos oculares inferiores igual a aproximadamente a largura do antenômero III na base. Antenas ultrapassam o abdome no ápice do antenômero VIII. Metatarsômero I esbelto.

Dimensões em mm (Fuchs, 1961): Comprimento total, 6,5-8,0.

Tipos, localidade-tipo: Holótipo fêmea (Fig. 6) e alótipo (Fig. 5), depositados na CHSV (ex-Coleção E. Fuchs) e parátipo fêmea depositado na MEFP, todos provenientes do Brasil (Santa Catarina: Seara, Nova Teutônia).

Distribuição geográfica: Brasil [Santa Catarina (Fuchs, 1961)].

Discussão: Fuchs (1961) afirmou que os élitros nas fêmeas são 2,5 vezes mais longos do que o protórax. No entanto, a fotografia do holótipo fêmea permite observar que, na verdade, os élitros são um pouco mais longos do que o triplo do comprimento do protórax. Além disso, Fuchs (op. cit.) escreveu que O. tibialis é facilmente distinguível das outras espécies do subgênero Ommata, devido à presença de tufo de pelos nas metatíbias. Essa afirmação é incompreensível, porque O. elegans, espécie-tipo do gênero, também possui esse caráter.

Zajciw (1966) utilizou dois caracteres variáveis para separar O. hirtipes de O. tibialis: “protórax um pouco mais longo que largo, mais claro” (para O. hirtipes) e “protórax distintamente mais longo que largo, mais escuro” (para O. tibialis). Com relação ao segundo caráter utilizado, forma do protórax, além de normalmente variável, no dilema não há dicotomia. A única diferença entre as alternativas é que naquela que conduz para O. hirtipes foi repetida a palavra “metade”. Embora o protórax em O. tibialis seja realmente mais esguio, ao menos nos únicos espécimes formalmente conhecidos (holótipo e dois parátipos), a chave em questão pouco ajuda sem o exame de uma figura para avaliar a forma do protórax (que, mesmo assim, seria de pouca valia, levando-se em consideração a variabilidade esperada). Comparando-se fotografias do holótipo (O. hirtipes) e parátipo (O. tibialis) machos de ambas, observa-se que a diferença entre o comprimento e a largura é muito pequena, ao contrário do que afirmou Zajciw (op. cit.). Acreditamos que a melhor diferença está no comprimento da antena que, nos tipos de O. tibialis é proporcionalmente menor.

É possível que O. hirtipes seja sinônima de O. tibialis e que as diferenças encontradas sejam apenas variação específica. No entanto, a pequena quantidade de exemplares conhecidos não permite tal conclusão.

Notes

Published as part of Santos-Silva, Antonio, Martins, Ubirajara R. & Clarke, Robin O. S., 2010, Contribuição Para O Estudo Dos Rhinotragini (Coleoptera, Cerambycidae). Ii. Revisão De Ommata White, pp. 595-621 in Papéis Avulsos de Zoologia 50 (39) on pages 600-602, DOI: 10.1590/S0031-10492010003900001, http://zenodo.org/record/13307686

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Linked records

Additional details

Biodiversity

Collection code
CHSV, MEFP
Scientific name authorship
Fuchs
Kingdom
Animalia
Phylum
Arthropoda
Order
Coleoptera
Family
Cerambycidae
Genus
Ommata
Species
tibialis
Taxon rank
species
Type status
Holotipo
Taxonomic concept label
Ommata tibialis Fuchs, 1961 sec. Santos-Silva, Martins & Clarke, 2010

References

  • FUCHS, E. 1961. Beitrag zur Kenntnis der neotropischen Cerambyciden. Koleopterologische Rundschau, 39: 6 - 21.
  • MONNE, M. A. & HOVORE, F. T. 2005. Checklist of the Cerambycidae, or longhorned wood-boring beetles, of the Western Hemisphere. Bio Quip Publications, Rancho Dominguez, 393 p.
  • ZAJCIW, D. 1966. Estudos do genero Ommata White, 1855. II: Subgenero Ommata (Col., Cerambycidae, Rhinotragini). Revista Brasileira de Biologia, 26 (1): 87 - 92.
  • WHITE, A. 1855. Catalogue of the coleopterous insects in the collection of the British Museum. Longicornia 2. British Museum, Londres, v. 8, p. 175 - 412.