Published August 14, 2024 | Version v1
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Hiperpigmentação da pele como indício de Síndrome de Addison

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RESUMO

A hiperpigmentação na insuficiência adrenal primária é causada pelo aumento da produção de hormônio adrenocorticotrófico. Esse hormônio não apenas estimula as glândulas adrenais, mas também tem um efeito semelhante ao do hormônio melanócito-estimulante na pele, promovendo a produção de melanina pelos melanócitos.  O objetivo do estudo consiste em explicar o mecanismo fisiológico por trás da hiperpigmentação observada na insuficiência adrenal primária. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada no mês de junho de 2024. As bases de dados utilizadas foram Scielo, BVS e PubMed e os descritores em ciências da saúde: “Adrenal Insufficiency” e “Hyperpigmentation”, cruzados pelo operador AND.  Foram incluídos artigos publicados no período de 2019 a 2024, na língua portuguesa e inglesa, e excluídas teses, dissertações, cartas ao editor e textos incompletos. Ao total, foram encontrados 461 estudos, a análise dos resultados foi feita por meio dos títulos e resumos dos artigos, seguindo-se de leitura completa. A elevação nos níveis de ACTH ocorre devido à falta de feedback negativo que o cortisol normalmente proporciona à hipófise e ao hipotálamo. Com a produção insuficiente de cortisol, a hipófise continua a liberar mais ACTH na tentativa de estimular as glândulas adrenais a produzir mais cortisol. O ACTH em excesso liga-se aos receptores de melanocortina-1 nos melanócitos, levando a um aumento na síntese de melanina e resultando em hiperpigmentação da pele. A insuficiência adrenal frequentemente se apresenta de maneira inespecífica, o que pode atrasar seu diagnóstico. Os sintomas principais relacionados à deficiência de cortisol incluem fadiga intensa, perda de apetite, perda de peso, náusea, vômito e febre baixa. As características da hiperpigmentação cutânea podem indicar sua causa. Por exemplo, medicamentos como a aminoquinolina podem causar uma pigmentação cinza-azulada nas superfícies pré-tibiais, mucosa oral, esclera e áreas subungueais. O reconhecimento da hiperpigmentação como um sintoma chave pode levar a um diagnóstico mais rápido e preciso da Síndrome de Addison. Isso é essencial, pois o tratamento precoce com reposição hormonal pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes e prevenir complicações graves.

 

Palavras-chave: Hiperpigmentação; Insuficiência Adrenal; Pele; Síndrome de Addison.

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Hiperpigmentação da pele como indício de Síndrome de Addison.pdf

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