Transgressão, comunicação e sacrifício: um ensaio sobre Fonseca, Sade e Bastille
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Este ensaio examina as obras de Fonseca, Sade e Bataille, explorando como seus escritos podem ser vistos por diferentes perspectivas. A influência de Nietzsche na teoria de Bataille sobre as origens dos juízos de valor e a necessidade do mal na comunicação autêntica é notável. Nietzsche propôs que a moralidade é uma invenção para garantir a sobrevivência e que os conceitos de bem e mal são construções humanas condicionadas pelas contingências do mundo. O estudo analisa como as obras sadeanas desafiam normas morais e religiosas, apresentando personagens cativantes que buscam prazer através do crime e da transgressão. Nas narrativas, é evidente a mecânica libertina que representa o desejo humano por uma comunicação autêntica e sem restrições. O ensaio debate a relação entre a ação humana, o erotismo e o sacrifício, a partir das reflexões de Bataille. Este afirma que a comunicação entre os seres humanos depende do sacrifício, pois é a colocação do ser em jogo no limite da morte. Examinando exemplos de sacrifício nas obras analisadas, como o assassinato de Pedro e Daniel no conto “74 Degraus” de Fonseca, o texto enfatiza como esses atos violentos são motivados pelo desejo de comunicação e pela busca por êxtase. Por fim, o ensaio conclui que a busca pela comunicação autêntica e pelo êxtase pode levar os seres humanos a transgredirem normas sociais e morais. Bataille prefere que os indivíduos construam uma empatia transgressora que permite a exploração dos limites da experiência humana, ao invés de viverem em conformidade com uma verdade absoluta.
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Ribeiro Filho - Ets Humanitas - 2024-2-3-29-39.pdf
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