Cultura e Escrita em Movimento: Sociedade, Patrimônio e Religiosidade
Authors/Creators
- 1. Universidade de Évora
- 2. CIEBA
Contributors
Description
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A |
presente coletânea, História e escrita em movimento, é composta por capítulos que envolvem diversos temas de relevância em diferentes contextos sociais. Intentou-se, com essa organização, alargar os espaços de diálogos e difusão das reflexões em relação a História, Educação e Literatura.
As afinidades mais evidentes entre os capítulos propiciaram-nos identificar a História como um fio que perpassa por todos os escritos apresentados. Por isso, organizamos os textos em quatro seções, as quais são constituídas de trabalhos que, de certo modo, se assemelham, mesmo com suas especificidades.
A primeira seção contempla a História e a escrita em movimento. Nela, os autores contribuem com reflexões diversas, compartilham experiências e apresentam diferentes pontos de vista para o conhecimento dos objetos em estudo e a ampliação do campo historiográfico brasileiro, por meio de distintas perspectivas. Essa seção se inicia com o capítulo redigido por Antónia Fialho Conde, intitulado A importância do livro impresso na definição do perfil cultural das urbes no período moderno: impressores em Évora nos séculos XVI e XVII. O segundo capítulo, escrito por Dennys Silva-Reis, contemplou, Os tradutores negros do Brasil no século XIX. Na sequência, Vandeir José da Silva versou sobre a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Vila de Santo Antônio do Recife: materialidade e diretrizes.
Na segunda seção, os pesquisadores refletiram sobre Educação e História: memórias partilhadas, permitindo perceber diferentes objetos de estudo, diálogos e embasamentos teóricos. O primeiro texto, redigido por Cipriana Calengue e Susana Sá, apresenta reflexões sobre A Família em Angola: do sistema conjugal à parentalidade positiva. A seguir, é apresentado o capítulo intitulado O que a pandemia de Covid-19 descortinou sobre a educação da população preta no Brasil?, de Cairo Mohamad Ibrahim Katrib e Suélen Garcia Santiago. Integra ainda essa segunda seção o capítulo de Luís Jorge Gonçalves intitulado O “Museu é o Mundo” na exposição: “Hélio Oiticica: delirium ambulatorium”. Daniela Fonseca Duarte, Liliane Maria Silva Lima e Maria Zeneide Carneiro Magalhães de Almeida, elencaram como objeto de estudo a Casa de adobe na comunidade quilombola: patrimônio cultural e educação patrimonial.
Na terceira seção, os textos referem-se à Literatura, iniciando-se pelo capítulo de Fernanda de Paula Araújo, Luciana Montemezzo e Roberto Luis Medina Paz, que trazem para reflexão o texto intitulado A representação da inibição em A fera na selva, de Henry James. Em seguida, é apresentado o capítulo El español de América Latina y su formación histórica en debate: el contacto linguístico en Paraguay, Uruguay y Argentina, escrito por Davidson Martins Viana Alves. O capítulo IX, de autoria de Geiziane Andrade, é intitulado Mil rosas roubadas: desenraizamento e busca por uma identidade literária brasileira. Essa seção se encerra com o capítulo X, de Maurício Rodrigues e Jéssica Campos, que escreveram sobre a Conquista pela fé: a presença do discurso de poder no poema épico Muhuraida ou o triunfo da fé, de Henrique João Wilkin. A seção desvela a sintonia das investigações desenvolvidas por pesquisadores de diferentes áreas do saber, os quais as sublinharam com objetos, temas, problemas e metodologias.
Em continuidade, a quarta seção é composta pelos textos que abordam cultura e religiosidade. Nela, nota-se a preocupação em decifrar materialidades e suas representações, em perceber as diversas experiências vivenciadas. Nesse sentido, Giselda Shirley da Silva, no capítulo XI, refletiu sobre Um diário no século XIX: ponderações de José Gregório de Moraes sobre os rios na capitania de Minas Gerais. O capítulo seguinte, escrito por Paulo Tiago Cabeça, é intitulado Arte primitiva ou Exogramas? Maria Célia da Silva Gonçalves abordou as Representações sociais da Festa de Nossa Senhora Aparecida em João Pinheiro/MG: identidade cultural e religiosidade. No capítulo XIV, Marcos José dos Santos e Thaís Pereira trouxeram contributos acerca da Produção de farinha de mandioca como elemento do processo cultural de João Pinheiro/MG. Em seguida, Maria Eduarda Mól Avelar apresentou importantes reflexões sobre restauro e patrimônio cultural no texto Nossa Senhora do Rosário de João Pinheiro: o restauro de uma imagem devocional.
O conjunto dos textos publicados desvela a pluralidade de pensamentos, os olhares diferenciados para seus objetos de estudo, bem como o empenho e o cuidado coletivo perceptíveis na tessitura narrativa desta obra, conforme o(a) leitor(a) poderá perceber. Nossos agradecimentos a todos os autores que deram contributos à presente coletânea, pois cada um, a seu modo, com diferentes abordagens e perspectivas, nos deu possibilidades de reflexões.
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