Eles não querem que você saiba: ciência distorcida no Telegram
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Material suplementar do artigo "Eles não querem que você saiba: ciência distorcida no Telegram".
Resumo: Plataformas digitais e aplicativos de mensagens estão entre as fontes de informação sobre ciência e saúde mais acessadas pelos brasileiros. Em 2023, o consumo de vídeos online alcançou 99,63% da população nacional. Nesse contexto, foram analisados vídeos do YouTube compartilhados entre os anos de 2017 e 2019 em um grupo do Telegram dedicado à promoção da chamada “Mineral Miracle Solution” (MMS), visando compreender como a ciência circula no aplicativo. Oitenta vídeos foram avaliados por meio de análise de conteúdo manual. Nem todos os vídeos disseminaram desinformações sobre saúde, mas 74% da amostra analisada sugeriram que se pautam pela ciência ao atribuir uma aparência científica ao seu conteúdo. Todos os vídeos que mencionaram instituições de pesquisa, por exemplo, o fizeram para validar algum tratamento alternativo “milagroso” ou criticar algum dos supostos “inimigos da saúde”, como parasitas, metais pesados e vacinas. A pesquisa demonstra que, apesar das políticas de moderação, conteúdos que desinformam sobre ciência e saúde, publicados entre cinco e sete anos atrás, ainda podem ser facilmente acessados pelo público e continuam sendo fonte de lucro para seus produtores.
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- Translated title (English)
- They don't want you to know: distorted science on Telegram