Published November 19, 2023 | Version v2
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"Qual é a Energia que Move o Mundo?" Uma Perspectiva Biológica sobre Emoções, Homeostase e a Energia Humana

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Abstract (Portuguese)

Este ensaio aborda o conceito de autoestresse, originado predominantemente de pressões impostas por expectativas e normas morais. Ele contrasta a vida pré-agrícola, quando as preocupações se focavam na sobrevivência física e biológica, com a vida pós-agrícola, onde as pressões evoluíram para questões mais individuais e internalizadas, ligadas à produtividade e a demandas sociais. Neste contexto, o trabalho humano obrigatório se apresenta como uma fonte significativa de estresse crônico, atuando como uma espécie de ameaça direta ao indivíduo, ao forçar os indivíduos a "ganhar a vida". O papel das regras morais na sociedade atual é também examinado, sendo elas um potencial influenciador na alteração do foco do estresse, de uma base física e biológica para uma mais internalizada. O ensaio conclui propondo uma reflexão crítica sobre o impacto do "nós moral civilizatório", fenômeno no qual as conquistas coletivas da humanidade são internalizadas pelo indivíduo - conceito exemplificado pela expressão "nós fomos à lua". Este processo pode estar intrinsecamente ligado ao aumento do estresse crônico observado na sociedade contemporânea, impactando a saúde mental dos indivíduos e a coesão da sociedade como um todo. Curiosamente, apesar desta aparente evolução civilizatória, continuamos, de certa forma, vivendo como na pré-história, mantendo nosso núcleo de propriedade privada - nosso lar - como algo invulnerável. Ante esse cenário complexo, sugere-se a necessidade de avaliar a possibilidade de uma reformulação da moralidade vigente, com o objetivo de acomodar melhor as necessidades humanas genuínas.

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2023-11-18
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