11 - A COR DO DIREITO: REFLETINDO SOBRE OS DIREITOS HUMANOS E CONSTITUCIONAL A PARTIR DA OBRA LITERÁRIA A COR PÚRPURA
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A literatura tem a capacidade de nos levar para diferentes lugares e épocas através da leitura, podemos simplesmente ler um livro que foi escrito há décadas atrás e perceber problemas que existem ainda hoje. É muito comum a literatura se relacionar estreitamente com a sociedade e a realidade, muitas obras transmitem mais do que apenas a história contada pelo autor(a), pois carregam todo um contexto social, cultural e histórico de quando foi produzida, Candido (2000), mostrando assim, diferentes pontos de vista sobre um mesmo assunto ou época. Partindo desta reflexão o presente artigo pretende através da interlocução de Direito e Literatura, estabelecer uma relação entre a obra A Cor Purpura (1982) da escritora estadunidense Alice Walker a Constituição Federal e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, analisando a quebra de direitos e garantias constitucionais. Para embasar o estudo exposto iremos contrapor a obra literária com o material jurídico proposto. O livro A Cor Púrpura, é uma narrativa epistolar que conta a história de Celie, uma mulher negra, pobre e semianalfabeta, que vive no sul dos Estados Unidos em meados do Século XX. Dentro das suas limitações escreve cartas para Deus e para a sua irmã. Através das cartas vemos que Celie foi afastada da família e desde criança foi exposta a abusos físicos e psicológicos e isso continuou em sua vida adulta. Durante o livro a história de Celie muda quando ela conhece a amante de seu marido Shug Avery, que por ser uma mulher independente faz Celie começar a se ver com outros olhos, no final a protagonista consegue se descobrir, liberta-se e tornar-se uma mulher independente, no mais o livro aborda questões como machismo, abuso realidades que ainda hoje se fazem presentes na sociedade. Usaremos neste trabalho, uma abordagem qualitativa e através do método descritivo e bibliográfico pretende-se mostra os vários momentos em que a protagonista do livro Celie, que é uma mulher negra, pobre e semianalfabeta passa por situações totalmente opostas ao que é estabelecido nos documentos jurídicos utilizados. E ainda refletir como muitos destes direitos ainda são negados a muitas pessoas, e como um livro que retrata a realidade de meados do século XX, pode conter questões tão atuais. Para uma reflexão sobre os direitos humanos, constitucionais e literatura recorremos aos estudos de CANDIDO(1989), KYRILLOS (2016).
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