GÊNERO E POLÍTICA EM A CANDIDATA
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A literatura cumpre com eficácia uma função extratextual. Sua missão ultrapassa o “colorido do estético”, para usar a expressão de Jorge Macedo, e ocupa um lugar sociológico em que é possível entrever inquietações, perceber polêmicas, descobrir interlocutores, desafiar e/ou revelar ideologias – escancaradamente ou subentendidas nas entrelinhas –, provocando tensões em lume brando ou em chamas irrefreáveis.
Nessa direção, pode-se dizer, sem risco de cometer alguma impropriedade, que ética e política constituem o texto literário. Um breve olhar para diferentes obras, dos mais variados autores e de distintos contextos, revela-nos o quão é nítida tal presença. “Não há obra literária sem questões éticas e não há literatura sem pertencer a uma situação política de uma temporalidade” (MAGALHÃES, 2015, p. 01). Ainda mais: não há narrativa literária desprovida de interesses. Por mais que alguns autores, críticos e teóricos defendam a ideia de autonomismo estético, não há como desvincular-se completamente do ético e do político por meio do que se escreve.
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GÊNERO E POLÍTICA EM A CANDIDATA – ISSN 1678-0817 Qualis B2.pdf
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