COMPARAÇÃO DA TAXA DE INCIDÊNCIA DA KLEBSIELLA PNEUMONIAE E SEU PERFIL DE SENSIBILIDADE ENTRE SETOR CRÍTICO E NÃO CRÍTICO DE UM HOSPITAL NO CENTRO SUL DA BAHIA
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Nosso objetivo no decorrer deste trabalho é demonstrar o perfil epidemiológico e de sensibilidade dos microorganismos mais prevalentes em um hospital de referência regional da Bahia, potenciais causadores de Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde (IRAS), com interesse em incrementar os estudos acerca desta relevante temática, pouco discutida. O estudo tem como objetivo geral analisar o perfil microbiológico das culturas coletadas na unidade, com ênfase na bactéria Klebsiella pneumoniae, nos setores da Clínica Médica (CM) e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Regional de Guanambi (HRG). Os objetivos específicos visam analisar o perfil de resistência da bactéria Klebsiella e justificar a importância de conhecer o perfil microbiológico e de sensibilidade de uma unidade hospitalar para melhor segurança na escolha da antibioticoterapia empírica. Trata-se de um estudo baseado na avaliação dos exames microbiológicos realizados na UTI e CM do Hospital Regional de Guanambi (HRG) no período de janeiro a dezembro de 2021, encontrados nos arquivos da Comissão de Infecção Hospitalar (CCIH). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UNIFG. Das 1341 culturas analisadas, 111 amostras revelaram positivas para algum microrganismo. Dentre essas, 1029 foram obtidas na UTI, apresentando 72 culturas positivas, o que resulta em positividade de 6,99%. Além disso, a CM apresentou uma porcentagem de culturas positivas de 12,5%. Os dados coletados revelam maior incidência da Klebsiella com relação às outras bactérias detectadas, representando 51,35% de todas as amostras positivas, com taxa global de incidência de 4,25%. A taxa de incidência de Klebsiella pneumoniae na UTI foi de 3,7% e de 6,08% na CM. Dentro das culturas positivas na UTI, a presença da Klebsiella pneumoniae representou 52,77% das bactérias isoladas, enquanto na CM representou 48,71%. A taxa de sensibilidade aos carbapenêmicos foi de 100%. Não foram registradas bactérias com perfil de resistência KPC. Em relação ao padrão de resistência ESBL, correspondeu a 10,5% do total de positivos para Klebsiella em ambos os setores. Torna-se notória a importância de estudos que compreendam o perfil microbiológico existente na unidade hospitalar, uma vez que o conhecimento desse perfil culminará em uma melhor indicação da antibioticoterapia empírica.
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COMPARAÇÃO DA TAXA DE INCIDÊNCIA DA KLEBSIELLA PNEUMONIAE E SEU PERFIL DE SENSIBILIDADE ENTRE SETOR CRÍTICO E NÃO CRÍTICO DE UM HOSPITAL NO CENTRO SUL DA BAHIA – ISSN 1678-0817 Qualis B2.pdf
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