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Biblioterapia em contexto hospitalizar na promoção da literacia em saúde: a eficácia da storytelling

Vaz de Almeida, C; Pinto, A.; Nunes, C.

O ser humano é um contador de histórias, um homo fabulans (Boje, 2011) e a comunicação humana faz dele um “homo narrans”, assumindo que o ser humano é um “storyteller social” (Vasquez, 1993) que partilha “fantasias” e representações simbólicas da vida, que são, no final, curativas da mente e do corpo.

Contar histórias em voz alta é uma tradição que tem origem na Idade Média, através da tradição oral. Só mais recentemente, através da biblioterapia, se procedeu à utilização da leitura selecionada e orientada, como adjuvante terapêutico e auxiliar na solução de problemas, como definido no Webster International[1].

São estes resultados, produzidos pela biblioterapia que permitem uma associação determinante no que respeita às dimensões da literacia em saúde, nomeadamente quanto ao acesso, compreensão e uso da complexa informação em saúde, numa perspetiva de cuidados e promoção da saúde (Sørensen et al., 2012).

O objetivo do estudo apresentado visa demonstrar que a narração de histórias, em determinado contexto (hospitalar) através da leitura selecionada e orientada (biblioterapia), fomenta a aceitação, compreensão e melhor uso da informação e dos serviços em saúde, permitindo assim uma melhor literacia em saúde dos destinatários, tanto dos emissores como recetores, que estão em constante feedback (Hall, 1980).

Os resultados positivos das dimensões da literacia em saúde, nos aspetos relacionados com a melhoria do bem-estar, na forma de lidar com a dor, diminuir a ansiedade, controlar a tristeza e outros sentimentos e emoções resultantes de um estado de saúde fragilizado, aceitar o uso de equipamentos e dispositivos médicos (sondas, ventiladores e outros), conciliam-se com os efeitos terapêuticos da leitura de histórias diversas em voz alta de e para crianças, jovens ou adultos.

 

[1] Dicionário que, em 1919, apresentou pela primeira vez a definição de biblioterapia, termo que havia sido cunhado por Samuel Crothers, em 1916.

  • Almeida, C. V. (2019). Modelo de comunicação em saúde ACP: as competências de comunicação no cerne de uma literacia em saúde transversal, holística e prática. In Literacia em saúde na prática (pp. 43–52). https://repositorio.ispa.pt/handle/10400.12/7662

  • Cajão, R, Morais, P, Almeida, C, Gonçalves, A, Teixeira, D, Borges, S. (2018). Arte no olhar: cinematerapia e biblioterapia em hospital de dia. XIII Jornadas APDIS. https://comum.rcaap.pt/handle/10400.26/28475

  • Pinto, A.,Vaz de Almeida, C. (2020). Contributos da biblioterapia para o bem-estar: um estudo de caso. In APDIS (Ed.), XIV Jornadas APDIS. https://comum.rcaap.pt/handle/10400.26/34428

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