Journal article Open Access

TREINAMENTO COM PESOS PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES E A ESPECIALIZAÇÃO PRECOCE

NASCIMENTO, Marcelo Victor Rodrigues

Este trabalho teve por objetivo realizar um paralelo entre o treinamento de força utilizando exercícios resistidos e a preparação precoce de jovens atletas em busca de talentos. Para tanto, foi discorrido acerca dos conceitos de força muscular, de treinamento de força, de treinamento com pesos para crianças e adolescentes e de seus benefícios e riscos para os jovens. Conclui-se que, segundo a literatura, há fortes indícios de que os exercícios resistidos com pesos podem oferecer benefícios à saúde e à aptidão física de crianças e de adolescentes, desde que: (1) sejam utilizados equipamentos adequados, (2) haja uma orientação técnica correta e (3) seja respeitada a idade do praticante em termos de progressão do treino, com possibilidade de descoberta de talentos, em virtude da comprovada potencialização do rendimento desportivo e aprimoramento das qualidades físicas que essa forma de atividade provoca mesmo em crianças. Contudo, há risco de lesões e limitações futuras, com redução do tempo de permanência no alto nível para os esportistas precoces.

Files (300.8 kB)
Name Size
Art00057.pdf
md5:f7908545258db082cdc97f1af1838af1
300.8 kB Download
  • Academia Americana de Pediatria. (2008). Treinamento de Força por Crianças e Adolescentes. Conselho de Medicina Esportiva e Fitness, 121(4). 835-840. Recuperado de http://pediatrics.aappublications.org/content/pediatrics/121/4/835.full.pdf.

  • Alleyne, J. M. K. (1998). Prescrição de exercício seguro para crianças e adolescentes. Saúde Infantil Pedriática, 3(5). 337-342. Recuperado de https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2851369/.

  • Alves, C., Lima, R.V.B. (2008). Impacto da atividade física e esportes sobre o crescimento e puberdade de crianças e adolescentes. Revista Paulista de Pediatria, 26(4). 383-91. Recuperado de https://www.researchgate.net/publication/274852173_Impacto_da_atividade_fisica_e_esportes_ sobre_o_crescimento_e_puberdade_de_criancas_e_adolescentes. doi: DOI: 10.1590/S0103- 05822008000400013.

  • American College of Sports Medice (ACSM) (1995). Diretrizes do ACSM para os testes de esforço e sua prescrição (2a ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.

  • American College of Sports Medice (ACSM) (2007). Diretrizes do ACSM para os testes de esforço e sua prescrição (7a ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.

  • Andrade, V. (2016). Criança pode praticar fisiculturismo? Revista Brasília Encontro. Recuperado de http://sites.correioweb.com.br/app/noticia/encontro/atualidades /2016/04/13/interna_atualidades,2851/crianca-pode-praticar-isiculturismo.shtml.

  • Araújo, D.S.M.S, Araújo, C.G.S. (2000). Aptidão física, saúde e qualidade de vida relacionada à saúde em adultos. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 6(5). Recuperado de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922000000500005. Doi: http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922000000500005.

  • Avelino, R.A. (2011). Publicações Nacionais da Avaliação da Força Muscular no Período de 200 a 2010: Estudo Exploratório (Dissertação de mestrado). Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Metodista de Piracicaba, Piracicaba, SP, Brasil.

  • Castelo, J.; Barreto, H.; Alves, F.; Mil-Homens, P.; Carvalho, J.; Vieira, J. (1998). Metodologia do Treino Desportivo. Faculdade de Motricidade Humana (FMH), Universidade Técnica de Lisboa.

  • Cordeiro, A.M.; Oliveira, G.M.; Renteria, J.M.; Guimarães, C.A. (2007). Revisão sistemática: uma revisão narrativa. Rev. Col. Bras. Cir., Rio de Janeiro , v. 34, n. 6, p. 428- 431, dez. 2007 . Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S0100-69912007000600012&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 10 jul.2020.

  • Costa, A., Pinheiro, V., Cipriano, M., Sequeira, P. (2008). O Treino de Força no período Infanto-Juvenil: Algumas considerações Pedagógicas e Metodológicas. Revista de Desporto e Atividade Física, 1 (2), 1-19. Recuperado de http://www.juventudevidigalense.pt/pdf/artigos/2016/O%20Treino%20de%20For%C3%A7a %20com%20Jovens.pdf.

  • Cruzat, V.F, Donato, J. Jr, Tirapegui, J., Schneider, C.D. (2008). Hormônio do crescimento e exercício físico: considerações atuais. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, 44(4). 549-562. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/rbcf/v44n4/v44n4a03.pdf .

  • Delgado, J.M.M. (2009). A importância da atividade física para a saúde na adolescência com faixa etária entre 12 a 18 anos (Trabalho de conclusão de curso). Universidade de Cabo Verde, Praia, Cabo Verde.

  • Faigenbaum, A. D., Myer, G. D. (2010). Treinamento de resistência pediátrica: benefícios, preocupações e considerações sobre projeto de programas. Relatórios Atuais de Medicina Esportiva, 9(3). 161-168. Recuperado de https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20463500. doi: 10.1249 / JSR.0b013e3181de1214.

  • Faigenbaum, A. D., William J Kraemer, Cameron JR Blimkie, Ian Jeffreys (2009). Treinamento de Resistência Juvenil: Documento de Declaração de Posição Atualizado da Associação Nacional de Força e Condicionamento. Jornal de Força e Pesquisa de Condicionamento, 23 (5). 60-79. Recuperado de https://www.researchgate.net/publication/26684601_Youth_Resistance_Training_Updated_Posit ion_Statement_Paper_From_the_National_Strength_and_Conditioning_Association. doi: 10.1519 / JSC.0b013e31819df407.

  • Fett, C.A., Fett, W.C.R. (2003) Correlação de parâmetros antropométricos e hormonais ao desenvolvimento da hipertrofia e força muscular. Revista Brasileira de Ciência do Movimento, 11(4). 27-32. Recuperado de http://www.cdof.com.br/ARTIGOS/DIVERSOS/Correla%E7%E3o%20de%20par%E2metros %20antropom%E9tricos%20e%20hormonais%20ao%20desenvolvimento%20da%20hipertrofia %20e%20for%E7a%20muscular.pdf .

  • Fleck, J., Fiqueira, J. A. Jr. (1997). Riscos e benefícios do treinamento de força em crianças: novas tendências. Rev. Bras. de Atividade Física e Saúde, 2(1). 69-75. Recuperado de http://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/1106/1307.

  • Fleck, S. J., Kraemer, W. J. (2017). Fundamentos do treinamento de força muscular (4a ed.). Porto Alegre: Artmed.

  • Ford, P.; De Ste Croix, M.; Lloyd, R.; Meyers, R.; Moosavi, M.; Oliver, J.; Till, K.; Williams, C. (2011). O modelo de desenvolvimento a longo prazo do atleta: evidências fisiológicas e inscrição. Journal of Sports Sciences, 29 (4), 389 — 402.

  • Goldener, L.J. (2013). Educação física e saúde: benefício da atividade física para saúde e qualidade de vida (Trabalho de conclusão de curso). Centro de Educação Física e Desporto, da Universidade de Federal do Espírito Santo, Vitória, ES, Brasil.

  • Gomes, P.V.R.; Ferreira, L. (2012). Influência da idade relativa no processo de captação de atletas de no futebol. Revista Digital, 17(173). Recuperado de: https://www.efdeportes.com/efd173/idade-relativa-de-atletas-no-futebol.htm.

  • Gordia, A.P., Quadros, T.M.B., Silva, L.R., Santos, G.M. (2015). Conhecimento de pediatras sobre a atividade física na infância e adolescência. Revista Paulista de Pediatria 33(4). 400-406. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/rpp/v33n4/pt_0103-0582-rpp-33-04- 0400.pdf. doi: http://dx.doi.org/10.1016/j.rpped.2015.02.001.

  • KRAEMER, W. J. (1988). Respostas endócrinas ao exercício resistido. Revista Medicina, Ciência no Esporte e Exercício, 20(5), p.152-S157. Doi: 10.1249/00005768- 198810001-00011.

  • Lazzoli, J.K., Nóbrega, A.C.L, Carvalho, T., Oliveira, M.A.B, Teixeira, J.A.C., Leitão, M.B.L.,... ; Matsudo, V. (1998). Atividade física e saúde na infância e adolescência. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 4(4). Recuperado de http://www.scielo.br/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S1517-86921998000400002. doi:http://dx.doi.org/10.1590/S1517- 86921998000400002.

  • Limoni, C.C. (2005). Musculação como manifestação de atividade física e produto (Trabalho de conclusão de curto). Faculdade de Educação Física, Universidade estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil.

  • Maciel, G.M. (2010). Atividade física e funcionalidade do idoso. Motriz, 16(4). 1024- 1032. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/motriz/v16n4/a23v16n4.pdf. doi: http://dx.doi.org/10.5016/1980-6574.2010v16n4p1024.

  • MALINA, R. M., BOUCHARD, C., e BAR-OR O. (2009). Crescimento, maturação e atividade física. São Paulo: Phorte.

  • Marques, M.A.C. (2010). O treino de força em crianças e jovens. Revista Medicina in forma, 1(6). 21-24. Recuperado de http://revdesportiva.pt/files/6Novembro2010/site_treino_da_forca_MarioMarq.pdf .

  • Monteiro, W.D. (1997). Força muscular: uma abordagem fisiológica em função do sexo, idade e treinamento. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde, 2(2). 50-66. Recuperado de http://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/1122/1306

  • Oliveira, A.R., Lopes, A.G., Risso, S. (2003). Elaboração de Programas de Treinamento de Força para Crianças. Revista Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, 24. 85-96. Recuperado de: http://www.luzimarteixeira.com.br/wp-content/uploads/2010/04/elaboracao-de-programa-de- treinamento-de-forca-para-criancas.pdf.

  • Pinto, R.S. (1998). A treinabilidade da força de meninos escolares pré-púberes e púberes submetidos a um programa de treinamento de força (Dissertação de mestrado). Escola de Educação Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.

  • Quadros, T.M.B, Gordia, A.P., Mota, J., Barros, M.V.G., Guimarães, I., Azevedo, H., Guedes, P. (2017). Promoção da Atividade Física na Infância e Adolescência. Sociedade Brasileira de Pediatria, 1. Recuperado de http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/19890e-MO- Promo_AtivFisica_na_Inf_e_Adoles-2.pdf.

  • RISSO, S.; LOPES, A. G.; DeOLIVEIRA, A. R. (1999). Repensando o treinamento de força muscular em crianças pré-púberes na faixa etária de 6 a 12 anos de idade. Revista Treinamento Desportivo, Londrina, v.4, n.1, p.48-54.

  • Rodrigues, O.M.P.R., Melchiori, L.E. (2014). Aspectos do desenvolvimento na idade escolar e na adolescência. Objetos Educacionais UNESP, 1488. Recuperado de http://acervodigital.unesp.br/handle/unesp/155338.

  • Romero, F.G., Caperuto, E.G., Maia, A.F., Ferreira, L.G. (2013). Bases moleculares das ações da testosterona, hormônio do crescimento e IGF-1 sobre a hipertrofia muscular esquelética e respostas ao treinamento de força. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, 12(2). 187-208. Recuperado de file:///C:/Users/Nathalia/Downloads/2100-27356-1- PB.pdf .

  • Samulski, D., Menzel, H-J., Prado, L.S. (2013). Treinamento Esportivo. São Paulo: Malone.

  • Santarem, J.M. (2012). Musculação em todas as idades. São Paulo: Malone.

  • Sena, M.F., Sousa, E.C. (sem data). Atividade física e osteoporose: uma revisão bibliográfica em artigos brasileiros publicados nas bases de dados eletrônicas LILACS E SciELO, no período 2007 a 2012. Recuperado de https://paginas.uepa.br/ccbs/edfisica/files/2012.2/MATHEUS_SENA.pdf.

  • Shaibi, G.Q., Cruz, M.L., Bola, G.D., Weigensberg, M.J., Salem, G.J. , Crespo, N.C., Goran, M.I.(2006). Efeitos do treinamento de resistência na sensibilidade à insulina em adolescentes latinos com excesso de peso. Medicina e Ciência em Esportes e Exercícios, 38 (7): 1208-1215. Recuperado de https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16826016.

  • Silva, P.V.C, Costa, A.L. Jr. (2011) Efeitos da atividade física para a saúde de crianças e adolescentes. Psicologia Argumento, 29(64). 41-50. Recuperado de file:///C:/Users/ Nathalia/Downloads/19915-34371-1-SM.pdf.

  • Simão, R. (2009). Treinamento de força na saúde e qualidade de vida (2a ed.). São Paulo: Phorte.

  • Ughini, C.C., Becker, C., Pinto, R.S. (2011). Treinamento de força em crianças: segurança, benefícios e recomendações. Conexões, educação física, esportes e saúde, 9(2). 177-197. Recuperado de file:///C:/Users/Nathalia/Downloads/8637706-7768-2-PB.pdf.

  • Weineck, J. (2005). Biologia do Esporte (7a ed.). São Paulo: Manole.

302
21
views
downloads
All versions This version
Views 302302
Downloads 2121
Data volume 6.3 MB6.3 MB
Unique views 129129
Unique downloads 1818

Share

Cite as