MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA: SOBRE A P53 NO CÂNCER DE MAMA
Description
O câncer de mama é uma doença genética que ocorre devido a proliferação desordenada das células mamárias que sofreram mutações em partes específicas do genoma. No genoma existem proto-oncogenes que são responsáveis por fazerem a proliferação celular, mas quando há sua ativação errônea em células normais, eles se tornam oncogenes, que são versões mutadas defeituosas das proto-oncogenes, fazendo com que as células percam o controle da divisão celular. Uma das principais proteínas no câncer de mama é a P53, uma proteína codificada pelo gene TP53, localizada no braço curto do cromossomo 17 (17p13.1), é um gene supressor de tumor, podendo se transformar em um oncogene caso ela sofra uma mutação. As mutações no gene P53 ocorrem em mais de 50 tipos diferentes de tumores, incluindo os de bexiga, cérebro, mamas, entre outros. As mutações deste gene são encontradas em cerca de 40% dos casos de câncer da mama, em 50% das ocorrências de câncer do pulmão e em 70% dos cânceres colorretais. Tais dados demonstram que o gene P53 é extremamente importante em todas as etapas da tumorigênese. Sendo assim o objetivo deste trabalho é apresentar uma revisão da literatura sobre a carcinogênese humana e de que forma a P53 atua no câncer de mama. Para tal, foi realizada uma revisão sistemática dessa literatura, sendo utilizados as principais bases de dados. Os dados coletados reforçam a importância da P53 na tumorigênese, evidenciando que a proteína P53 está comumente mutada na maioria dos tumores, perdendo sua função de “guardião do genoma” e atuando como oncogene”.
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