Published April 30, 2021 | Version v1
Book Open

Metodologias ativas no ensino remoto: uma autoetnografia

  • 1. Universidade Federal do Rio de Janeiro e CSG/SOCIUS, Universidade de Lisboa
  • 2. Universidade Federal Fluminense

Description

É possível desafiar a educação tradicional e conservadora, centrada nos professores que tudo sabem e buscar a construção de aprendizagens baseadas na curiosidade, no interesse e no trabalho duro de estudantes e docentes no ensino universitário remoto durante uma pandemia? Essa pergunta nos motivou.

Nosso objetivo com este livro é apresentar uma análise voltada ao que a experiência de ministrar uma nova disciplina, intitulada Subjetividade, Propósito e Inovação, de modo remoto, durante a pandemia, utilizando metodologias ativas de ensino-aprendizagem, para alunos de diferentes cursos de graduação de uma universidade pública brasileira, produziu em nós, três pessoas diferentes, com histórias de vida diferentes - um professor da universidade, uma estudante de doutorado e uma estudante de mestrado, e em como isso se liga ao contexto de uma educação universitária hoje.

Compartilhamos com os leitores o que inventamos, tentamos, sentimos, bem como nossas experimentações com métodos ativos em plena pandemia e utilizando-nos de meios remotos. Mergulhamos no novo, no incerto. Medos. Expectativas. Dúvidas. Alegrias. Esperanças. Tesão. Frustração. Brilho nos olhos.

Buscamos construir este livro de maneira dialogada, a seis mãos. Preferimos o caminho mais difícil e trabalhoso de escrever coletiva e colaborativamente uma obra no qual nossas diferentes vozes, estilos, sensibilidades e subjetividades estão postas em diálogo. Uma autoetnografia coletiva e colaborativa.

Files

VALENTIM, MOREIRA e GONÇALVES - Metodologias ativas no ensino remoto uma autoetnografia ZENODO.pdf

Additional details

Identifiers

ISBN
978-65-991339-2-3
ISBN
978-65-991339-3-0

Funding

Fundação para a Ciência e Tecnologia
UIDB/04521/2020 - CSG - Research in Social Sciences and Management UIDB/04521/2020

References

  • DELEUZE, Gilles. Conversações. São Paulo: Ed. 34, 1992.
  • FOUCAULT, Michel. La creación de modos de vida. In: Estética, ética y hermenéutica. Barcelona: Paidós, 1999.
  • FREIRE, Roberto. Tesão e Anarquia. 2020.
  • GUATTARI, Félix; ROLNIK, Suely. Micropolítica: cartografias do desejo. Petrópolis: Vozes, 2007.
  • SÊNECA. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
  • VALENTIM, Igor Vinicius Lima (2016). Cafetinagem Acadêmica: Alguém tem medo de pesquisar as relações acadêmicas? Polêm!ca, v. 16, n. 3, p. 19–36. DOI: 10.12957/polemica.2016.25200.
  • VALENTIM, Igor Vinicius Lima (2021). Academic Pimping. In: PENSONEAU-CONWAY, Sandra L.; ADAMS, Tony E.; BOLEN, Derek M. (Orgs.). Doing Autoethnography. Rotterdam: SensePublishers, 2017, p. 173–185. Disponível em: http://link. springer.com/10.1007/978-94-6351-158-2_18. Acesso em: 9 fev. 2021. DOI: 10.1007/978-94-6351-158-2_18.
  • VALENTIM, Igor Vinicius Lima (2018). Between Academic Pimping and Moral Harassment in Higher Education: an Autoethnography in a Brazilian Public University. Journal of Academic Ethics, v. 16, n. 2, p. 151–171. DOI: 10.1007/ s10805-018-9300-y.
  • VALENTIM, Igor Vinicius Lima (2018). Entre naturalizações e desassossegos: educando para tolerar o intolerável? Revista on line de Política e Gestão Educacional, v. 22, n. esp1, p. 265–279. DOI: 10.22633/rpge.v22.nesp1.2018.10794.
  • VERSIANI, Daniela B. Autoetnografias: conceitos alternativos em construção. Rio de Janeiro: 7Letras, 2005.