METAMORFISMO PROGRESSIVO E RETROGRESSIVO DE METAPELITOS RICOS EM AL REVELADOS A PARTIR DA RECONSTRUÇÃO DE TRAJETÓRIAS P-T-t
Authors/Creators
- 1. Programa de Pós-Graduação em Geociências (Mineralogia e Petrologia), Departamento de Mineralogia e Geotectônica, Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo alice.teixeira@usp.br
- 2. Programa de Pós-Graduação em Geologia, Universidade Federal de Minais Gerais, Centro de Pesquisas Manoel Teixeira da Costa, Instituto de Geociências, Belo Horizonte, Brazil / Institute for Geology, University of Bern, Bern, Switzerland mahyratedeschi@gmail.com
- 3. Programa de Pós-Graduação em Geociências (Mineralogia e Petrologia), Departamento de Mineralogia e Geotectônica, Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo camposnt@usp.br
- 4. Departamento de Geologia, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual de São Paulo george.luvizotto@unesp.br
- 5. Institute for Geology, University of Bern, Bern, Switzerland jacob.forshaw@geo.unibe.ch
- 6. Programa de Pós-Graduação em Geociências (Mineralogia e Petrologia), Departamento de Mineralogia e Geotectônica, Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo / Instituto de Ciências Humanas, Universidade Federal de Pelotas augusto.goncalves@usp.br
- 7. Laboratório de Espectroscopia Molecular, Departamento de Química Fundamental, Instituto de Química raando@iq.usp.br
Description
Orógenos colisionais funcionam como cápsulas do tempo que podem registrar grandes eventos geológicos que ocorreram durante a evolução da Terra. A reconstituição dos diferentes estágios de tais eventos depende, entretanto, de uma série de fatores, como a composição favorável do protólito e as condições de preservação. A reconstrução de trajetórias P-T-t de rochas metamórficas encontradas em tais ambientes, através da combinação de múltiplas metodologias, é essencial para desvendar as condições físicas e a duração dos estágios pré-, sin- e pós-colisão. Nesta contribuição, investigamos as trajetórias P-T-t progressivas e retrogressivas de metapelitos grafitosos ricos em Al e Fe do Grupo Carrancas na Nappe Carrancas, localizados no extremo sul do Orógeno Brasília. A combinação de mapas composicionais quantitativos, modelagem de diagramas de fases em equilíbrio (Theriak-Domino), termometria de espectroscopia Raman em materiais carbonosos (RSCM) e datação química de monazita via microssonda eletrônica permitiu a reconstrução da trajetória progressiva e dos estágios metamórficos pós-pico. As amostras analisadas registram um aumento de temperatura de ~60 ºC, atingindo 600 – 620 ºC e 12 – 14 kbar (estaurolita-cianita-granada-muscovita xisto) e 595 – 630 ºC e 9,5 – 11,5 kbar (estaurolitagranada-muscovita xisto) em ca. 600–570 Ma e 580–560 Ma, respectivamente. Os gradientes geotérmicos correspondentes combinados com as idades in situ permitem concluir que essas condições metamórficas foram alcançadas durante a transição entre os estágios de subducção e colisão. A rápida extrusão para aproximadamente 28 km ocasionada pela colisão ocorreu sob 7 – 9 kbar e 560 – 580 ºC. Os novos dados apresentados neste trabalho indicam um metamorfismo dt/dp intermediário, com a trajetória P-T-t progressiva de de alta pressão resultante de um único evento metamórfico relacionado à subducção-colisão.
Notes
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