Published October 29, 2021 | Version v1
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Inimigos favoritos: uma análise sobre seletividade no controle repressivo pelo Estado

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  • 1. Tiago Abud da

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Na perspectiva de estudar a seletividade exercida pelo Estado no controle dos grupos criminosos, deparei-me com o avanço do domínio das milícias na cena criminal do Rio de Janeiro. A partir dessa constatação, passei a estudar as milícias como tema de pesquisa, definindo como objeto sociológico a análise sobre como ocorre a repressão estatal a essas organizações criminosas que operam o cotidiano, por dentro do Estado. Como universo empírico, trago a reflexão dos profissionais da Defensoria Pública, no sentido de demonstrar como a atuação miliciana chega ao balcão de atendimento do Estado-Defensor e qual é a percepção de tais agentes políticos acerca da atuação estatal na contenção do avanço das milícias no território fluminense, se comparada com a atuação do mesmo Estado contra as facções relacionadas ao varejo do tráfico de drogas. A partir de entrevistas no campo, houve a sinalização para uma atuação seletiva do Estado na repressão às milícias, sendo diagnosticado que a guerra às drogas faz dos traficantes varejistas os alvos preferenciais das agências repressivas. O trabalho que apresento aqui tem por finalidade testar essa hipótese indicada pela Defensoria Pública-RJ, o que farei a partir da análise do banco de dados do “Portal de Procurados”, com os dados dos criminosos que são alvo dos agentes da repressão estatal, buscando verificar quem eles são, quais crimes cometeram e a quais organizações criminosas pertencem. O resultado apresentado sinaliza para a confirmação da hipótese, concluindo que há uma repressão direcionada aos traficantes de drogas e, em maior grau, a uma facção criminosa específica.

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