Published June 30, 2006 | Version v1
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Antiteuchus melanoleucus

  • 1. Centro de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Pará, Rua Augusto Corrêa nº 1, 66075 - 110 Belém, PA, Brasil
  • 2. Departamento de Zoologia, Instituto de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Av. Bento Gonçalves, 9500, bloco IV, Prédio 43435, 91501 - 970 Porto Alegre-RS, Brasil.

Description

Antiteuchus melanoleucus (Westwood, 1837)

(Figs.260–266, 308)

Dinidor melanoleucus Westwood, 1837: 24.

Empicoris renggerii Herrich-Schäffer, 1844 (8): 45.

Antiteuchus melanoleucus; Dallas, 1851: 164; Walker, 1867: vol. 1, 199 (lista); Ruckes, 1961: 152.

Antiteuchus nigricornis Stål, 1859; 223 -224; Stål, 1860: 18; Walker, 1867: vol. 1, 199 (lista).

Dinicoris (Mecistorhinus) melanoleucus; Stål, 1872: 8.

Dinicoris melanoleucus; Lethierry & Severin, 1893: 86 (catálogo).

Mecistorhinus (Mecistorhinus) melanoleucus; Kirkaldy, 1909: 217 (catálogo).

Antiteuchus (Antiteuchus) melanoleucus; Ruckes, 1964: 63 (chave), 78-79, figs. 37-38; Engleman & Rolston, 1983: 179 (chave).

Medidas (n=20): comprimentototal- 11,8-15,1; larguratotal- 7,8-9,7.

Corpo levemente giboso, coloração dorsal variando entre amarelo com manchas castanhas até negro com pequenas manchas amarelas. Podem ocorrer machos claros e fêmeas escuras. Pontuação pouco densa distribuída em agrupamentos de diferentes tamanhos, raramente formando linhas sinuosas transversais.

Artículos antenais IIe III apresentam setas entre as sétulas. Segmento antenal Inegro com ou sem manchas mais claras. Segmentos II-V negros. Segmentos em ordem crescente de comprimento: II; I; III-V subiguais.

Rostro amarelo a amarelo-escuro. Hemiélitro com ápice atingindo a metade posterior do conexivo VII. Escutelo com ápice arredondado atingindo a metade distal do urotergito VII. Ventralmente o tórax apresenta-seamarelocom pontuação densa castanha à castanho-escura. Área evaporatória castanho à castanho-escura. Ruga ostiolar castanha com a metade distal amarelo-pálida. Mesopleura com um pequeno calo amarelo-pálido. Metapleura com uma pequenaárea calosa e amarela junto à margem externa. Coxase trocânteres amarelos e imaculados. Fêmures amarelos recobertos por manchas castanhas que aumentam de densidade em direção ao ápice, onde o segmento é quase totalmente escuro. Tíbias amarelas ou vermelhas com dois anéis negros largos; alguns pêlos são mais longos que o diâmetro do segmento. Tarsos amarelos ou vermelhos. Conexivo apresentando áreas intersegmentares castanhas alternadas com áreas amarelas; pontuação rara ou inexistente. Coloração dorsal do abdomeamarelo-escura. Face ventral do abdome amarela à castanho-escura. Espiráculos e tricobótrios podem ser circundados por faixas amarelas. Margem de cada segmento com uma mancha amarela que coincide com aregião amarelado conexivo. Urotergito VII sem um par de projeções arredondadas e espessadas; pêlos distribuídos por toda margem. Parte livre do processo mediano curta, larga, plana e curvada póstero-ventralmente; ápice levemente expandido e suavemente enrugado, margem posterior com uma grande lígula membranosa. Membrana inconspícua na região mediana, alargando-se em direção às laterais (fig. 260).

Pigóforo amarelo-escuro com a região posterior escura entremeada com áreas amarelas. Escavação do bordo dorsal cerca de duas vezes mais larga que profunda (fig. 261). Projeçõeslaterais aosegmento X arredondadas. Processo superior do bordo ventral grande, arredondado, plano e negro. Em vista posterior, é possível ver uma grande concavidade na margem, ondeencaixa-seo parâmero. Regiãomediana alta, convexa transversalmentee inclinada posteriormente, margem superior côncavae tão larga quanto aextremidade do segmento X (fig. 262). Região lateralda superfície ventral, junto ao ângulo póstero-lateral do pigóforo, com um tufo denso de pêlos longos. Abaixo da região mediana ocorre uma área côncava sem elevação central e recoberta por pêlos esparsos. Ângulo póstero-lateral do pigóforo cerca de 1,2 vezes mais longo que largo em vista lateral (fig. 263). Ângulo mais curtoque a área esclerotizada do segmento X. Faceinterna côncava. Face dorso-lateral convexa, apresentando uma elevação estreita e curta em continuação ao processo látero-dorsal. Face ventral levemente convexa.

Cabeça do parâmero (figs. 264-266) totalmente diferente do plano básicodo gênero; portanto, torna-se difícil traçar um paralelo entre os lobos, com exceção do ventral. Olobo maior é amplo, ovalado, colocado transversalmente e levemente convexo. Sobre este lobo ocorre uma projeção alta, delgada e emforma de “Y”, uma de suas partes funde-se ao lobo maior e a outra projeta-se ventralmente formando uma aba delgada que passa porbaixo dolobo maior, fundindo-se a ele no ápice. Este lobo ventral apresenta junto ao ápice uma projeção triangular curvada emdireção à base doângulo póstero-lateral do pigóforo.

Segmento X semicilíndrico; região látero-posterior intumescida e dirigida posteriormente, formando ou não um pequeno tubérculo (fig. 261). Face posterior plana. Área membranosa dorsal atingindo a metade da face posterior.

Holótipo fêmea. “ melanoleucus Hope ”, “ Dinidor melanoleucus Westwood ”, “Type Westwood (Hope) C. Hemipt. 1837 Part I, page 24; Distant, PZS, 1900, p. 807-825”, Type Hem nº 105 Dinidor tesselatus Westwood Hope Dept. Oxford” (OXUM). Examinado.

Distribuição: VENEZUELA, Tachira: Rio Frio. Guiana, Issonovo. Suriname, Brokopondo: Paramaribo. Brasil, Amazonas: Borba; Pará: Medicilândia (Rod. transamazônica Km 98/107); Rondônia: Porto Velho; Mato Grosso: Sinop; Bahia: Ilhéus; Minas Gerais: Timótheo, Lagoa Santa, Bom Despacho; Espirito Santo: Baixo Guandú; Riode Janeiro: Rezende, Itaguaí, Riode Janeiro, Campo Grande; Paraná. Perú. Huánuco: Tingo Maria; Madrede Dios: Puerto Maldonado; Junin: Junin. Bolívia. Santa Cruz: Buena Vista.

Comentários: Os exemplares analisados pertencem às coleções do AMNH, BMNH, CASC, IMLA, MCZN, MPEG, MZSP, MNRJ, RMNH, UFPR, UFRG e NMNH. Esta espécie pode ser reconhecida pelo urotergito VII sem um par de projeções arredondadas e espessadas e pêlos distribuídos por toda margem posterior (ver comentários de A. sepulcralis); pela coloraçãodorsal amarelacom grandes manchascastanhoescuras para ambos os sexos, embora os machos possam ser predominantemente negros com pequenas manchas amarelas sobre toda superfície dorsal do corpo; pela pontuação dorsal pouco densa; pela membrana inconspícua na região mediana, alargando-se em direção às laterais; pelo ângulo póstero-lateral do pigóforo mais curto que a área esclerotizada do segmento X; pela forma do parâmero, que não possui paralelo dentrodo gênero. A. melanoleucus e A. radians possuem em comum a pontuação pouco profunda e presença de uma região amarela no ângulo ântero-lateral da metapleura. A. melanoleucus é semelhante a A. mixtus e A. radians no tocante aos pontos da superfíciedorsal distribuídos emagrupamentos irregulares de diferentes tamanhos. A. melanoleucus, A. macraspis, A. schuhi e A. variegatus apresentam em comum o corpo levemente giboso. A. melanoleucus, A. mixtus, A. radians, A. macraspis, A. schuhi e A. variegatus compartilham a presença de uma área calosa amarela no ângulo ântero-lateral da metapleura.

Notes

Published as part of Fernandes, José Antônio Marin & Grazia, Jocélia, 2006, Revisão do gênero Antiteuchus Dallas (Heteroptera, Pentatomidae, Discocephalinae), pp. 165-231 in Revista Brasileira de Entomologia 50 (2) on pages 223-224, DOI: 10.1590/S0085-56262006000200004, http://zenodo.org/record/3966045

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Additional details

Related works

Biodiversity

Collection code
OXUM
Scientific name authorship
Westwood
Kingdom
Animalia
Phylum
Arthropoda
Order
Hemiptera
Family
Pentatomidae
Genus
Antiteuchus
Species
melanoleucus
Taxon rank
species
Type status
holotype
Taxonomic concept label
Antiteuchus melanoleucus (Westwood, 1837) sec. Fernandes & Grazia, 2006

References

  • Westwood, J. O. 1837. Catalogue of the Hemiptera in the collection of the Rev. Hope, M. A. London, J. C. Bridgewater, Parte I, 46 p.
  • Dallas, W. S. 1851. List of the specimens of hemipterous insects in the collection of the British Museum. London, part 1, 390 p. 15 pls.
  • Walker, F. 1867. Catalogue of the specimens of heteropterous- Hemiptera in the collection of the British Museum. London, British Museum, parts 1 - 3, 599 p.
  • Ruckes, H. 1961. Notes on the Mecistorhinus-Antiteuchus generic complex of Discocephalinae pentatomids (Heteroptera, Pentatomidae). Journal of the New York Entomological Society 69: 147 - 156.
  • Stal, C. 1859. Hemiptera species novas. Konglika Svenska Fregattens Eugenies Resa omkrieng Jorden. Stockholm, 617 p.
  • Stal, C. 1860. Bidrag till Rio de Janeiro-traktens Hemipter-fauna. Kongliga Svenska Vetenskaps-Akademiens Handlingar 2: 1 - 84.
  • Stal, C. 1872. Enumeratio hemipterorum II. Kongliga Svenska Vetenskaps-Akademiens Handlingar: 1 - 159.
  • Lethierry, L. & G. Severin. 1893. Catalogue General des Hemipteres. Tome I. Heteropteres Pentatomidae. Bruxelles, Mus. R. Hist. Nat. Belgique, X + 286 p.
  • Kirkaldy, G. W. 1909. Catalogue of the Hemiptera (Heteroptera). 1 - Cimicidae. Berlin, Felix L. Dames, XL + 392 p.
  • Ruckes, H. 1964. The genus Antiteuchus Dallas, with descriptions of new species (Heteroptera, Pentatomidae, Discocephalinae). Bulletin of the American Museum of Natural History 127: 47 - 102.
  • Engleman, H. D. & L. H. Rolston. 1983. Eight new species of Antiteuchus Dallas (Hemiptera: Pentatomidae). Journal of Kansas Entomological Society 56: 175 - 189.