Published January 30, 2020 | Version v1

O uso de geoprocessamento no planejamento da maricultura na região estuarina-lagunar de Cananéia, sul do estado de São Paulo, Brasil

Authors/Creators

  • 1. Instituto de Pesca

Description

Dados da FAO (2010) indicam que nos últimos 6 anos a produção pesqueira mundial encontrase estabilizada em torno de 94 milhões de toneladas, sendo que a maioria dos estoques pesqueiros tradicionais encontra-se em declínio, em virtude principalmente da sobrepesca e da destruição dos habitats de diversos recursos pesqueiros, em decorrência da crescente expansão das atividades antrópicas. Segundo FAO (2013) diante das projeções de crescimento populacional prevê-se um aumento da procura de produtos pesqueiros favorecendo o aumento de empreendimentos para o cultivo de espécies aquáticas em cativeiro visando atender à demanda de peixe no futuro A maricultura surge como uma alternativa para a produção de alimento e geração de renda. Neste contexto o desenvolvimento de instrumentos gerenciais para a zona costeira se mostra necessário, já que sua falta pode causar prejuízos irremediáveis aos ambientes costeiros e a vida aquática. Técnicas de geoprocessamento vêm sendo amplamente utilizadas nas mais diversas atividades econômicas e governamentais, fornecendo subsídios adequados de planejamento e gestão de territórios e projetos. Quando aplicadas de forma coerente, estas técnicas podem contribuir para a sustentabilidade aquícola de uma região. O objetivo do presente trabalho foi desenvolver um instrumento gerencial para o planejamento da maricultura, através do uso de geoprocessamento, que permitiu identificar áreas propícias ou ideais para cultivos, considerando de forma hierárquica, critérios ambientais, socioeconômicos e logísticos (Figura 1). Utilizou-se a região estuarina de Cananéia como área de estudo, que tradicionalmente já possui atividades de maricultura e que do ponto de vista bioecológico tem importante papel na produção de matéria orgânica que serve de alimento para muitas espécies. Os dados obtidos através de pesquisas bibliográficas, legislação vigente, Instituto de Pesca, CETESB, Carta Náutica, restituição de imagens de satélite e coletas em campo foram organizados em um gerenciador de banco de dados geográficos e analisados através de geoestatística, interpolação, análise de distância e análise de densidade, possibilitando definir áreas com potencial para a maricultura na região em questão (Figura 2).

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