BESOURO DO AMENDOIM NA ALIMENTAÇÃO ANIMAL Evidências, aplicações e limitações
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Ulomoides dermestoides, conhecido no Brasil como besouro do amendoim, reúne características que favorecem seu
uso como alimento vivo: pequeno porte, criação relativamente simples, produção contínua de larvas, pupas e adultos e
composição com teores relevantes de proteína e lipídios. A literatura específica, entretanto, ainda é limitada quando
comparada à existente para Tenebrio molitor, Hermetia illucens e grilos. Estudos de composição relatam, dependendo
do estágio, dieta e método analítico, aproximadamente 40–55% de proteína na matéria seca, teores variáveis de
lipídios e presença expressiva de quitina/fibra. Larvas apresentaram maior teor de proteína e aminoácidos totais que
adultos em um estudo. Em peixes ornamentais, uma dieta inerte à base de pupas de U. dermestoides não superou dieta
comercial em larvas de Betta splendens, evidenciando que densidade nutricional isolada não garante desempenho. Para
aves, há estudo brasileiro demonstrando viabilidade de produção de larvas, mas não um ensaio de desempenho
alimentar com aves. Para anfíbios, répteis e aracnídeos, o uso como presa viva é biologicamente plausível e praticado
em criação, porém faltam ensaios específicos com U. dermestoides. Adultos merecem cautela adicional por
produzirem secreções defensivas ricas em benzoquinonas; essas secreções apresentam citotoxicidade e genotoxicidade
in vitro, o que não equivale a demonstrar toxicidade clínica após ingestão ocasional, mas impede assumir segurança
irrestrita. Este e-book organiza evidências, aplicações e limitações e propõe critérios práticos para uso responsável.