Pensar e construir o futuro da Investigação em Educação em Portugal: Contribuição para a definição da estratégia da AI2 resultante de uma iniciativa bottom-up
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Simões, Ana Raquel1, 2
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Marques, Margarida M.1, 2
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Varela, Ana Luísa1, 2
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Torres, Ricardo1, 2
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Lopes, Betina1, 2
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Faria Mesquita, Emilene1, 2
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Pereira, Joana M.1, 2
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Cardoso, Inês3, 4
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Fonseca, Maria João5, 6
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Piacentini, Valentina1, 2
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Baião, Joana7, 8
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Bem-Haja, Pedro2
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Carlos, Vânia1, 2
- Catania, Giacomo9
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Pinto da Costa, Elisabete10, 11
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Cruz, Mário12
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Dantas, Mariana2
- Moreira Dias, Anabela
- Fernandes-Fidalgo, Eliana
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Ferreira-Santos, João1, 2
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Gonçalves, Manuela1, 2
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Laranjeiro, Dionísia1, 2
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Lopes, Amélia13, 14, 15
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Pereira, Ana Rita16, 2
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Pereira, Antonino17, 18
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Ramos, Rui19, 20
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Silva, Patrícia Christine1, 2
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Simões, Hugo21, 19, 1
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Moreira Teixeira, António7, 8
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Valadas, Sandra T.22, 23
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Branquinho, Raquel24
- Laranjeiro, João25
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Sá-Pinto, Xana1, 2
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1.
Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores
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2.
University of Aveiro
- 3. Centro de Investigação em Qualidade de Vida (CIEQV)
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4.
Instituto Politécnico de Santarém
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5.
Universidade do Porto
- 6. Museu de História Natural e da Ciência
- 7. Laboratório de Educação a Distância e Elearning (LE@D)
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8.
Universidade Aberta
- 9. Native Scientists
- 10. Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento (CeiED)
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11.
Universidade Lusófona
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12.
Centro de Investigação e Inovação em Educação
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13.
Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação
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14.
Centro de Investigação e Intervenção Educativas
- 15. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP)
- 16. Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas (GOVCOPP)
- 17. Centro de Estudos em Educação e Inovação (CI&DEI)
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18.
Polytechnic Institute of Viseu
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19.
Centro de Investigação em Estudos da Criança
- 20. Universidade do Minho
- 21. Agrupamento de Escolas de Ílhavo
- 22. Centro de Investigação em Educação de Adultos e Intervenção Comunitária (CEAD)
- 23. Universidade do Algarve
- 24. Rede e Promoção do Capital Científico de Armamar (ARMA-Sci)
- 25. Criamagin
Description
Enquadramento
O documento resulta de uma iniciativa bottom-up promovida pelo Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF), Universidade de Aveiro (Portugal), iniciada a 18/09/2026 e concluída a 29/09/2026, tendo em vista contribuir para a definição da estratégia da Agência para a Investigação e Inovação (AI²).
Seguindo uma abordagem de backcasting participativo, o workshop (18/09/2026) partiu de visões de futuro para Portugal em 2040 para identificar as transformações necessárias, os Domínios Estratégicos, os contributos da Educação e da Investigação em Educação para cada um destes domínios e as opções de alocação do financiamento, respondendo às quatro questões centrais da avaliação estratégica da AI² que são apresentadas no documento. Estiveram representados nove centros de investigação (oito dos quais em Educação) e sete parceiros não académicos cuja atividade se relaciona, de algum modo, com a Educação.
Os registos produzidos foram posteriormente sistematizados, revistos e validados pelos participantes, quer através de um questionário anónimo, quer através da leitura e edição do documento.
Principais resultados
Relativamente às visões de futuro, em 2040, os participantes esperam encontrar em Portugal: 1) uma sociedade inclusiva que valoriza a diversidade; 2) uma democracia participativa, informada e resiliente; 3) processos de desenvolvimento sustentável e integrado; 4) decisões informadas pelo conhecimento e orientadas para o longo prazo; 5) justiça social e equidade; 6) qualidade de vida e bem-estar; 7) educação de qualidade e aprendizagem ao longo da vida; 8) antecipação, inovação e capacidade de adaptação.
Para tal, consideram fundamental: 1) tornar a educação força motriz do desenvolvimento humano e social; 2) transformar políticas, instituições e contextos para promover equidade, inclusão e participação; 3) reforçar a participação democrática e os modelos de governança; 4) articular conhecimentos, valores e expectativas na decisão e na ação; 5) promover culturas de abertura ao risco, experimentação e mudança; 6) reorientar o desenvolvimento económico, científico e tecnológico para o bem-estar e a sustentabilidade; 7) transformar contextos de vida, trabalho e comunidade para promover qualidade de vida e bem-estar.
Com base nestas visões de futuro e transformações essenciais, os participantes respondem desta forma às quatro questões relativas à definição da estratégia da AI²:
- Alocação de orçamento entre pilares da AI²- Áreas de I&D: 55%; Domínios Estratégicos: 27%; Unidade de Promoção da Inovação (UPI): 18%. As Áreas de I&D como base estrutural do sistema científico devem receber a maior fatia; os Domínios Estratégicos mobilizam esse conhecimento para desafios concretos e importantes para toda a sociedade; a UPI, mais a jusante, recebe a menor percentagem, devendo o financiamento público ser complementado por investimento privado, no caso de iniciativas que gerem retorno económico apropriável.
- Domínios estratégicos que deverão ser considerados - Educação, aprendizagem ao longo da vida e capital humano; Capacitação e transformação digital; Qualidade de vida, saúde e bem-estar; Governança democrática, inclusão e paz; Transições sustentáveis e coesão territorial.
- Alocação de orçamento entre Domínios Estratégicos - Educação, aprendizagem ao longo da vida e capital humano: 25%; Governança democrática, inclusão e paz: 24%; Qualidade de vida, saúde e bem-estar e Transições sustentáveis e coesão territorial: 18% cada; Capacitação e transformação digital: 15%.
- Alocação de orçamento entre Áreas de I&D - recomenda-se financiamento estável e plurianual para a Investigação em Educação como área indispensável para compreender como ocorre a aprendizagem ao longo da vida, em contextos formais, não formais e informais. Este financiamento deve também viabilizar parcerias duradouras com instituições educativas, autarquias, e outros parceiros de contextos locais, reconhecendo o tempo e os custos necessários à sua construção e manutenção. A investigação em educação é particularmente relevante, uma vez que a aprendizagem constitui a base de qualquer inovação e transformação, já que nenhuma mudança científica, tecnológica, social ou económica se concretiza sem pessoas, organizações e comunidades capazes de aprender e mobilizar conhecimento. Uma base disciplinar sólida nesta área é, por isso, condição para sustentar a inovação e transformação e para maximizar o retorno social, económico e territorial do investimento global em I&D.
Subscrições e envio à PLANAPP
A 29/09/2026, o documento foi partilhado junto da rede de parceiros da comunidade científica e do público em geral, para subscrição até 30/09/2026, data em que foi enviado à Equipa da Avaliação Estratégica da AI² e sua Coordenadora, por ser este o prazo para o envio de contributos para esta estratégia por parte da comunidade.
Foi subscrito por 17 entidades e 163 pessoas singulares.