Geografia Eleitoral: comportamento do voto. Municípios Pêndulo no Estado da Bahia
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Este relatório examina a geografia eleitoral da Bahia a partir dos resultados dos seis segundos turnos presidenciais realizados entre 2002 e 2022, classificando os 417 municípios do estado segundo o número de alternâncias de campo entre eleições consecutivas e a contagem de vitórias de cada campo (PT × direita). Os dados provêm do warehouse do TSE, com o cadastro de eleitorado na posição de 2024 utilizado como proxy dos aptos de 2026, replicando o método do estudo da ReDem sobre municípios pêndulo. Verifica-se que o campo do PT consolidou hegemonia (seis vitórias) ou dominância (quatro a cinco) em 406 municípios — 97,4% do total e 93,7% do eleitorado —, sendo 232 de forma hegemônica, enquanto a direita mantém apenas três praças dominantes (1,0% dos eleitores) e nenhuma hegemônica. O território pendular reduz-se a oito municípios, com 605 mil eleitores (5,4% do eleitorado estadual), todos situados no interior e no litoral e nenhum em região metropolitana, tendo à frente Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas e Eunápolis; as quatro regiões metropolitanas do estado, que reúnem 33 municípios e 33,0% do eleitorado, são integralmente dominadas pelo campo do PT. Nas cidades-pêndulo, o desempenho petista sobre os votos válidos superou 50% em cinco das seis eleições — a exceção é 2010, com 49,7% —, atingindo 57,3% em 2022, o que indica volatilidade de intensidade e não de lado. Conclui-se que a competição na Bahia se resolve pela mobilização de bases já consolidadas, com o eixo da disputa estadual deslocado para dentro do próprio campo governista.
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