Energia elétrica e passagens aéreas: por que Rio Branco é a maior inflação do Brasil em julho
Description
Em julho de 2026, o IPCA de Rio Branco fechou em 0,32%, acelerando frente aos 0,29% de junho e destoando do Brasil, que desacelerou para 0,07%, a menor taxa mensal desde 2022. A capital acreana assumiu a liderança entre as dezesseis capitais pesquisadas pelo IBGE, à frente de Rio de Janeiro e São Paulo. Dois grupos explicam quase toda essa alta: Habitação (0,19 p.p.) e Transportes (0,11 p.p.), juntos responsáveis por 94% do resultado do mês. Por trás deles estão a energia elétrica residencial, maior impacto individual da cesta (0,16 p.p.), e as passagens aéreas, que subiram 12,57% e viraram o item que mais pressionou os preços depois da luz. Do lado oposto, acém teve o maior impacto negativo isolado (-0,19 p.p.), enquanto Vestuário e Alimentação e bebidas voltaram a colaborar com o bolso do consumidor, ambos em deflação no mês. Apesar da alta pontual, Rio Branco segue com um dos menores acumulados do ano entre as capitais (2,98%) e um acumulado em doze meses (4,23%) abaixo do nacional (4,44%). O Índice de Difusão da Inflação caiu para 51,7%, mostrando que a alta ficou concentrada em poucos itens, não espalhada pela cesta. O sinal de alerta veio do núcleo MA, que virou positivo pela primeira vez em onze meses, o maior salto de toda a série recente. O quadro sugere um mês pontual até aqui, mas que merece acompanhamento nos próximos boletins.
Files
Julho_2026.pdf
Files
(377.9 kB)
| Name | Size | Download all |
|---|---|---|
|
md5:38467d91b87ab3afc3e2d5e2ae5ff004
|
377.9 kB | Preview Download |