PSICOLOGIA E TECNOLOGIAS DE INTERFACE: OS EFEITOS PSICOLÓGICOS DO USO EXCESSIVO DE REDES SOCIAIS E DA HIPERCONECTIVIDADE NA AUTOIMAGEM
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O problema que orienta este capítulo consiste, portanto, em investigar de que maneira o uso excessivo das redes sociais e a hiperconectividade, mediados pelas tecnologias de interface, influenciam a construção da autoimagem, a autoestima e o bem-estar psicológico. Seu objetivo geral é analisar esses efeitos considerando a comparação social, a apresentação seletiva de si e os mecanismos digitais de validação. Para desenvolvê-lo, busca-se compreender como os recursos de interface estimulam permanência, exposição e procura por reconhecimento; examinar a relação entre filtros, padrões idealizados e vigilância da aparência; identificar repercussões sobre identidade, satisfação corporal e saúde mental; discutir o papel do medo de perder acontecimentos e da disponibilidade permanente; questionar interpretações que responsabilizam exclusivamente o indivíduo, sem considerar os interesses econômicos ligados à captura da atenção; e apresentar possibilidades de prevenção e intervenção baseadas em educação digital, autorregulação, fortalecimento da autoestima e desenho responsável das plataformas. Santos et al. (2025) advertem que a medicalização imediata do sofrimento produzido por práticas digitais pode ocultar seus condicionantes sociais e tecnológicos, razão pela qual a análise exige articular cuidado psicológico, crítica às interfaces e responsabilidade institucional.
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