Published June 11, 2026 | Version v1

LIDERANÇA HUMANIZADA E SAÚDE ORGANIZACIONAL: ESTRATÉGIAS DE GESTÃO PARA REDUÇÃO DO ESGOTAMENTO PROFISSIONAL

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As transformações contemporâneas nas relações de trabalho, marcadas por intensificação das demandas produtivas, hiperconectividade, pressão por desempenho, instabilidade organizacional e fragilização dos vínculos laborais, têm ampliado as discussões acerca da saúde emocional no ambiente corporativo. Nesse contexto, o esgotamento profissional, frequentemente associado ao burnout, passou a ser compreendido como fenômeno ocupacional decorrente do estresse crônico no trabalho não adequadamente administrado. Este artigo investiga a influência da liderança humanizada na promoção da saúde organizacional e na construção de ambientes laborais mais saudáveis. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica, com revisão integrativa da literatura e análise interpretativa de práticas de gestão aplicáveis a organizações brasileiras. A fundamentação teórica dialoga com autores reais e pertinentes da administração, psicologia organizacional e saúde do trabalhador, como Christina Maslach, Michael Leiter, Cary Cooper, Edgar Schein, Amy Edmondson, Daniel Goleman, Robert Greenleaf, Peter Drucker, Idalberto Chiavenato, Dejours e Limongi-França, além de documentos da Organização Mundial da Saúde, Organização Internacional do Trabalho e normativas brasileiras sobre riscos psicossociais. Os resultados indicam que lideranças fundamentadas em empatia, comunicação assertiva, escuta ativa, segurança psicológica, reconhecimento, justiça organizacional e equilíbrio entre desempenho e cuidado contribuem para reduzir fatores associados ao esgotamento profissional, como sobrecarga, ambiguidade de papéis, isolamento, assédio, baixa autonomia e ausência de reconhecimento. Observa-se ainda que organizações que investem em cultura humanizada tendem a fortalecer engajamento, produtividade sustentável, retenção de talentos e redução de absenteísmo e rotatividade. Conclui-se que a liderança humanizada não representa fragilidade gerencial, mas estratégia organizacional voltada à sustentabilidade institucional, à proteção da saúde mental e à construção de ambientes de trabalho mais éticos, saudáveis e produtivos.

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