Telomerase e Comprimento Telomérico na Leucemia Mieloide Aguda
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Resumo
A Leucemia Mieloide Aguda (LMA) consiste em uma neoplasia hematológica caracterizada pela expansão clonal de blastos mieloides decorrente de alterações genéticas e epigenéticas que desregulam a hematopoiese. A integridade telomérica desempenha papel essencial na estabilidade cromossômica, de modo que sua perda acentuada favorece a instabilidade genômica, enquanto a reativação mutante da enzima telomerase colabora com a imortalização e a resistência à apoptose. Desta forma, o objetivo deste estudo foi analisar, através de uma revisão integrativa da literatura, o papel da telomerase e do comprimento telomérico na LMA. A busca foi conduzida nas bases de dados PubMed, ScienceDirect e Biblioteca Virtual em Saúde, considerando artigos publicados entre 2020 e 2025. Quatorze artigos foram selecionados com base nos critérios de inclusão e exclusão. As evidências apontam a superexpressão do gene hTERT e aumento sérico de TERT em pacientes com LMA, modulados por vias regulatórias, como SKP2-CDKN1B-E2F1/Rb, e pela fusão RUNX1-ETO. Além disso, alterações no RNA telomérico TERRA foram associadas à desregulação transcricional e a desfechos clínicos mais severos. Observou-se ainda que tanto telômeros criticamente curtos quanto telômeros anormalmente longos podem favorecer a progressão leucêmica. Por fim, estratégias terapêuticas direcionadas à manutenção telomérica demonstraram potencial antitumoral. Sendo assim, pode-se concluir que a caracterização do estado telomérico e da atividade da telomerase configura-se como ferramenta promissora para o diagnóstico, prognóstico e direcionamento terapêutico na LMA.
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