Published June 12, 2026
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DIFERENCIAIS REGIONAIS NA MORTALIDADE POR CAUSAS EXTERNAS NO BRASIL
Authors/Creators
- Santos, Thiago Emmanuel Araújo dos
- Guidolin, Lucas
-
Medeiros, Vivianne Fernandes de
-
Ribeiro, Débora Danielly Dias
- Campos, Franciely Maria Carrijo
- Moreira, Ronaldo Emerick
-
Camara, Ana Patricia Barros
-
Marques, Marilane Vilela
- Dantas, Tian Cristiane dos Santos
- Ribeiro, Lorena de Almeida
- et al. Show all 23 authors
Authors/Creators
- Santos, Thiago Emmanuel Araújo dos
- Guidolin, Lucas
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Medeiros, Vivianne Fernandes de
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Ribeiro, Débora Danielly Dias
- Campos, Franciely Maria Carrijo
- Moreira, Ronaldo Emerick
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Camara, Ana Patricia Barros
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Marques, Marilane Vilela
- Dantas, Tian Cristiane dos Santos
- Ribeiro, Lorena de Almeida
-
Farias, Simone Alli Fernandes Farias
- Araujo, Paula Francinete Silva de
- Silva, Lucas França e
-
Maciel, Alana Coelho
-
Belo, Martha Maria de Albuquerque
- Pedrosa, Karla Simões Cartaxo
-
Moreno, Renato Sarmento dos Reis
-
Correa, Silvana Dias
-
Demenciano, Joseane Recalde
- Porto, Cristiany Pietro Dias das Chagas
-
Paula, Dioner da Silva
-
Souza, Gerlânia Belo de
-
Amador, Ana Edimilda
Description
Objetivo: Analisar os diferenciais regionais da mortalidade por causas externas no Brasil, segundo grandes grupos da CID-10, regiões e unidades federativas, no período de 2010 a 2024. Método: Estudo ecológico de série temporal, com abrangência nacional, utilizando dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram analisados os óbitos classificados no Capítulo XX da CID-10 (V01–Y98), agrupados em grandes grupos de causas externas. Os dados foram organizados em três quinquênios (2010–2014, 2015–2019 e 2020–2024). Realizou-se análise descritiva por meio de frequências absolutas, relativas e variação percentual, considerando diferenças regionais, unidades federativas, sexo e grupos de causas. Resultados: Observou-se crescimento acumulado de 27,86% dos óbitos por causas externas entre 2010–2014 e 2020–2024. As regiões Sudeste e Nordeste concentraram os maiores volumes absolutos de mortes em todos os períodos analisados. As agressões permaneceram como principal grupo de causa externa, embora tenha ocorrido redução proporcional no último quinquênio. Verificou-se redução dos acidentes de transporte e crescimento progressivo das lesões autoprovocadas, das outras causas externas de lesões acidentais, dos eventos de intenção indeterminada e das intervenções legais. Houve predominância expressiva do sexo masculino em todos os períodos, além de importantes desigualdades territoriais, com maior crescimento proporcional em estados da Amazônia Legal e do interior nordestino. Conclusão: A mortalidade por causas externas permanece como importante problema de saúde pública no Brasil, marcada por elevada magnitude, desigualdades regionais e mudanças no perfil epidemiológico. Os resultados evidenciam a necessidade de fortalecimento de políticas públicas intersetoriais voltadas à prevenção da violência, promoção da saúde mental, segurança viária, qualificação da vigilância em saúde e redução das desigualdades sociais e territoriais no país.
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