Published June 1, 2025 | Version v1

Design Science Research na Pesquisa em Gestão: um desafio possível

  • 1. Universidade Federal Fluminense Polo Universitário de Volta Redonda

Description

No editorial defendemos a Design Science Research (DSR) como paradigma fundamental para integrar o rigor científico às demandas práticas da gestão organizacional. O potencial da DSR reside na transição da observação passiva para a criação ativa de artefatos — como constructos, modelos e métodos — desenhados para resolver problemas reais e transformar situações problemáticas em estados desejáveis. Diferente das ciências naturais, a validade nesse paradigma é medida pela utilidade pragmática e pela capacidade de gerar impacto efetivo além do fator de impacto acadêmico. A adoção ainda contida dessa abordagem na pesquisa em gestão decorre de obstáculos estruturais e culturais. Identificou-se uma lacuna pedagógica nos programas de pós-graduação, cujos currículos priorizam métodos explicativo-descritivos, dificultando a capacitação em síntese criativa e modelagem, conflito frequentemente descrito como a tentativa de "misturar óleo com água". Adicionalmente, a pressão por publicações rápidas desestimula projetos de DSR devido aos seus longos ciclos de teste e refinamento, enquanto avaliadores tendem a confundir o rigor do design com relatórios de consultoria. Para superar esses desafios, é necessária uma reestruturação curricular que inclua Heurísticas de Design e Modelagem em Organizações. Propõe-se a institucionalização de protocolos de cooperação universidade-indústria, utilizando a DSR como linguagem comum para converter conceitos abstratos em soluções testáveis de alto valor econômico. Finalmente, é importante que periódicos adotem diretrizes de avaliação que reconheçam a prescrição e a utilidade como contribuições científicas legítimas para o avanço da competitividade tecnológica. 

Abstract (English)

In this editorial, we argue that Design Science Research (DSR) constitutes a fundamental paradigm for integrating scientific rigour with the practical demands of organisational management. The potential of DSR lies in the transition from passive observation to the active creation of artefacts—such as constructs, models and methods—designed to address real-world problems and transform problematic situations into desirable states. Unlike the natural sciences, validity within this paradigm is assessed by pragmatic utility and by the capacity to generate effective impact beyond conventional academic impact metrics. The still limited adoption of this approach in management research stems from structural and cultural obstacles. A pedagogical gap has been identified in postgraduate programmes, whose curricula prioritise explanatory and descriptive methods, thereby hindering training in creative synthesis and modelling, a tension often described as an attempt to “mix oil and water”. In addition, the pressure for rapid publication discourages DSR projects because of their lengthy cycles of testing and refinement, while reviewers tend to confuse the rigour of design research with consultancy reports. To overcome these challenges, curricular restructuring is required, including the incorporation of Design Heuristics and Modelling in Organisations. The institutionalisation of university–industry cooperation protocols is also proposed, using DSR as a common language through which abstract concepts may be converted into testable solutions of high economic value. Finally, it is important that journals adopt evaluation guidelines that recognise prescription and utility as legitimate scientific contributions to the advancement of technological competitiveness.

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Translated title (English)
Design Science Research in Management Research: a Feasible Challenge

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ISSN
2317-5605

References

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