Published June 4, 2026
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Análise da substituição do cimento Portland pelo pó de vidro em argamassas autonivelantes: um estudo das propriedades reológicas
Authors/Creators
- 1. 1: Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECAM) - Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
- 2. 2: Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) - Campus Natal-Central
- 3. 3: Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) - Campus Campina Grande
Description
A utilização de resíduos como substitutos parciais do cimento Portland tem se destacado como estratégia para reduzir impactos ambientais associados à cadeia de produção de materiais cimentícios. Entre esses resíduos, o pó de vidro (PV) proveniente da moagem de garrafas apresenta potencial para aplicação em argamassas autonivelantes. Este estudo investigou o comportamento reológico, no estado fresco, de argamassas autonivelantes com substituição parcial do cimento Portland por pó de vidro, avaliando três traços: um de referência, com CP VARI, areia média silicosa, superplastificante e aditivo modificador de viscosidade; e dois com adição de PV, substituindo 10% e 20% do cimento em massa. Inicialmente, realizou-se a caracterização dos materiais de partida por granulometria a laser, massa específica, difração de raios X, microscopia eletrônica de varredura e fluorescência de raios X. O PV apresentou predominância de SiO₂ e halo amorfo entre 20° e 33° (2θ), além de morfologia angular e partículas finas adequadas à dispersão na matriz cimentícia. Nas argamassas em estado fresco, foram realizados ensaios de mini slump, mini funil V, retenção de fluxo e viscosimetria rotacional, os quais permitiram avaliar a fluidez inicial e a evolução da viscosidade sob diferentes taxas de cisalhamento. Observou-se que a presença do PV favoreceu a fluidez inicial das misturas e contribuiu para uma maior estabilização durante o repouso, evidenciando melhora no comportamento de escoamento. No entanto, destaca-se que teores elevados de substituição podem comprometer a coesão da mistura, aumentando a tendência à segregação e à exsudação, o que reforça a necessidade de limites adequados de incorporação. Assim, os resultados indicam que a utilização do pó de vidro em argamassas autonivelantes é viável e pode ser otimizada para conciliar desempenho reológico e benefícios ambientais.
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