HEMANGIOMA E LINFANGIOMA: A PREVALÊNCIA DE ANOMALIAS VASCULARES CONGÊNITAS NO BRASIL.
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Introdução e objetivos: O hemangioma e o linfangioma são anomalias vasculares congênitas associadas a possíveis repercussões sistêmicas, inclusive cardiovasculares. A análise epidemiológica dessas condições é relevante para o planejamento em saúde pública, contribuindo para a criação de estratégias de cuidado, a redução de complicações e o direcionamento da assistência. Analisar a prevalência de Hemangioma e Linfangioma em nascidos vivos no Brasil entre 2019 e 2024 das regiões brasileiras. Método: Estudo quantitativo e descritivo realizado com dados públicos do DATASUS referentes ao período de 2019 a 2024. O desfecho principal foi estratificado por sexo, idade materna, consultas pré-natais, duração da gestação e cor/raça. Realizou-se análise comparativa entre as regiões brasileiras, considerando os maiores e menores indicadores observados. Resultados: Foram identificados 672 nascidos vivos com hemangioma e linfangioma no Brasil. A maior prevalência ocorreu no Sudeste (64,3%), seguido por Nordeste (12,6%), Sul (11%), Norte (7,9%) e Centro-Oeste (4,2%). Foi predominante em crianças do sexo feminino, especialmente no Sudeste (56,3%), enquanto o sexo masculino apresentou maior proporção no Nordeste (57,6%). A faixa etária materna de 20 a 29 anos foi a mais frequente em todas as regiões (48,7%), com o maior percentual no Norte (50,9%) e o menor no Centro-Oeste (39,3%). Em relação ao pré-natal, prevaleceu a realização de 7 ou mais consultas (78,1%), com maior frequência no Sul (85,1%) e menor no Norte (56,6%). A ausência de consultas apresentou baixa prevalência nacional (2,8%), com maior proporção no Norte (9,4%). Quanto à duração gestacional, predominou-se o período de 37 a 41 semanas (88,8%), com destaque no Norte e Nordeste (90,6%). Não houve registros com menos de 22 semanas. Na variável cor/raça, a população parda apresentou a maior prevalência (53%), destacando-se o Nordeste (83,5%), enquanto indivíduos amarelos representaram a menor frequência, restritos ao Sudeste (0,9%). Conclusões: Os dados demonstraram predominância de casos do sexo feminino, na população parda, em gestações a termo, em mães de 20 a 29 anos e com sete ou mais consultas pré-natais. Contudo, as variações regionais observadas evidenciam a heterogeneidade no perfil epidemiológico dos casos, sugerindo possíveis influências de fatores sociodemográficos e das especificidades da assistência à saúde em cada localidade.
Palavras-chave: Hemangioma, Malformações congênitas e Estudo de prevalência.
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