Published June 7, 2026 | Version v1

EVENTOS ADVERSOS EM PACIENTES PEDIÁTRICOS SUBMETIDOS À OXIGENAÇÃO POR MEMBRANA EXTRACORPÓREA

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Introdução e objetivos: A Oxigenação por Membrana Extracorpórea (OME) é uma técnica avançada de suporte cardiopulmonar, que utiliza-se uma máquina que permite trocas gasosas através de uma membrana artificial. Dessa forma, mostra-se uma ótima alternativa para pacientes com quadros críticos, como por exemplo insuficiência cardíaca e falência respiratória. Nesse viés, busca-se neste trabalho informações na literatura acerca dos possíveis eventos adversos nos pacientes submetidos a OME com enfoque no público pediátrico. Métodos: Trata-se de uma revisão de literatura integrativa realizada na base de dados eletrônica PubMed com os seguintes descritores “Extracorporeal Membrane Oxygenation OR ECMO” e “pediatric OR children OR infant OR neonate”. A coleta de dados ocorreu em abril de 2026 e abrangeu estudos publicados em todas as línguas em um recorte temporal de 5 anos. A pesquisa obteve 56 artigos, dos quais 48 foram excluídos em razão do título, resumo e disponibilidade na íntegra, restando 8 para revisão. Resultados: De acordo com os artigos selecionados, existem intercorrências neurológicas, neuropsicológicas, infecciosas e hemodinâmicas relacionadas ao uso de OME. Nessa lógica, crianças que passam por essa terapia têm risco aumentado para convulsões, geralmente subclínicas, e a incidência aumenta para pacientes que recebem OME venoarterial (22%; IC95%: 15– 29%) em relação a venovenoso (4%; IC95%: 0–15%; p=0,03) . Nesse mesmo contexto, neonatos submetidos ao procedimento apresentaram a longo prazo déficits em relação a inteligência, aprendizagem, atividade motora, audição, visão, comportamento e cognição. Nesse contexto, durante o procedimento destacam-se as complicações sanguíneas, no local da canulação tem maior prevalência de trombose e no local cirúrgico maior de hemorragia. Além disso, as infecções nosocomiais surgem como uma complicação significativa desse tratamento,uma vez que aumenta a chance de ocorrer outros eventos adversos, sendo o local infeccioso mais comum as vías respiratórias, e o patógeno predominante o Staphylococcus. Conclusões: Portanto, pode-se afirmar que apesar da OME ser um excelente suporte cardiorrespiratório, deve-se avaliar bem os riscos relacionados. Assim, percebe a necessidade da criação de protocolos que evitem esses eventos adversos, paralelamente torna-se indispensável o desenvolvimento de mais trabalhos acerca do tema, com o objetivo de consolidar os resultados encontrados.


Palavras-chave: Oxigenação por membrana extracorpórea; Pediatria; Eventos adversos

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