ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS PARA INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO ENSINO REGULAR DOS ANOS INICIAIS
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Nesse horizonte, as estratégias pedagógicas que estruturam o capítulo devem ser compreendidas como dispositivos didáticos, comunicacionais, tecnológicos e relacionais articulados às demandas concretas dos estudantes com TEA, e não como repertório de técnicas aplicáveis indistintamente a qualquer criança. Proença e Foltran (2025) indicam que a Comunicação Aumentativa e Alternativa pode ampliar a participação de estudantes com dificuldades de linguagem oral ou de uso funcional da comunicação, favorecendo expressão de escolhas, necessidades e sentimentos. Pordeus et al. (2024) e Ribeiro et al. (2024) discutem as tecnologias digitais de informação e comunicação como mediadoras da inclusão, desde que integradas a objetivos pedagógicos definidos e não reduzidas a instrumentos de contenção, entretenimento ou compensação superficial de barreiras escolares. Desse modo, rotina visual, previsibilidade, adaptação curricular, recursos concretos, tecnologias assistivas, comunicação alternativa, mediação entre pares, formação docente, escuta familiar e articulação com o AEE formam um conjunto interdependente de ações que precisa ser interpretado à luz da criança real, da turma concreta e das condições institucionais da escola. A consequência analítica dessa introdução é situar a inclusão de estudantes com TEA nos anos iniciais como um problema de qualidade pedagógica e justiça educacional: a escola inclusiva não se define pela presença do estudante autista em seu espaço físico, mas pela capacidade de transformar essa presença em participação curricular, vínculo social, desenvolvimento da autonomia e experiência legítima de aprendizagem.
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