ÉTICA E TECNOLOGIA REFLEXÕES FILOSÓFICAS SOBRE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E AUTONOMIA HUMANA
Authors/Creators
Description
A consequência interpretativa dessa delimitação é que a inteligência artificial será analisada, ao longo do capítulo, como fenômeno que reconfigura a própria gramática da autonomia humana, e não como simples instrumento a ser regulado posteriormente por princípios externos. Franco (2024), ao questionar o papel da ética na ética da inteligência artificial, permite perceber que a proliferação de diretrizes abstratas pouco avança quando não enfrenta os modos concretos pelos quais sistemas algorítmicos redistribuem poder, responsabilidade e capacidade decisória. Costa (2026), ao relacionar funcionamento da IA, crenças e existência humana, amplia essa discussão ao mostrar que a tecnologia atinge dimensões profundas da vida social, pois interfere em formas de confiar, conhecer, julgar e projetar o futuro. Nieddermeyer et al. (2026), a partir da ética cristã e do discernimento moral, contribuem para recolocar a dignidade da pessoa como limite à instrumentalização da vida humana, enquanto Brochado (2023), em diálogo com Lima Vaz, sustenta que a reflexão ética sobre IA precisa preservar a centralidade do agir humano diante de sistemas que tendem a converter deliberação em cálculo. Junior e Mettestainer (2024) e Da Silveira (2021) reforçam, por vias distintas, que a possibilidade de agentes morais artificiais não elimina a necessidade de controle humano, pois a moralidade não se reduz à execução correta de comandos ou à otimização de resultados.
Files
ÉTICA E TECNOLOGIA REFLEXÕES FILOSÓFICAS SOBRE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E AUTONOMIA HUMANA.pdf
Files
(3.4 MB)
| Name | Size | Download all |
|---|---|---|
|
md5:6b1a2921320cc234e120b83e27815584
|
3.4 MB | Preview Download |