Published May 26, 2026 | Version v1
Thesis Open

OFIDIOFAUNA E CIÊNCIA CIDADÃ NO SUDESTE DO BRASIL: UMA CONTRIBUIÇÃO DAS REDES SOCIAIS PARA HERPETOLOGIA BRASILEIRA

Authors/Creators

Description

Resumo 

Ao longo da história evolutiva da espécie humana, desenvolveu-se um medo instintivo

em relação às serpentes, uma vez que, em contextos ancestrais, a sobrevivência

frequentemente depende da capacidade de reflexão e evitar ameaças potenciais.

No entanto, no mundo atual, em que o acesso à informação é praticamente imediato

por meio de dispositivos móveis, a percepção humana em relação às serpentes mostradas-

é variável, sendo influenciada por fatores evolutivos, culturais e educacionais,

podendo resultar em respostas de medo ou em interesse e admiração por esses

animais. As redes sociais possibilitam a interação entre indivíduos de forma independente

da distância, configurando-se como ferramentas amplamente presentes no cotidiano

contemporâneo. Apesar disso, as serpentes frequentemente têm suas vidas ceifadas em

encontros com seres humanos. Ao observar o cenário brasileiro, nota-se uma grande

diversidade de espécies de serpentes, com aproximadamente 435 espécies registradas

no país, e mesmo com os recursos disponíveis para que a maioria da população possa

pesquisar e aprender sobre esses animais, ainda ocorre um massacre recorrente,

motivado por crenças e medos muitas vezes infundados. Por outro lado, com o

crescimento de influenciadores que atuam na divulgação científica e na educação

ambiental, vídeos mostrando o manejo, resgate ou explicação sobre serpentes têm

chamou a atenção até mesmo de pessoas que têm medo desses animais. Nesse

contexto, é possível encontrar diversos grupos online dedicados a auxiliares

pessoas. A partir dessa ideia, o presente trabalho foi desenvolvido. Foram identificados

74 espécies de serpentes, que tiveram contato com seres humanos em todos os

estados da região Sudeste do Brasil, com base em registros encontrados em grupos e

publicações nas plataformas Telegram, Instagram, Facebook e WhatsApp. Esses

ambientes reúnem, em grande parte, pessoas leigas em relação ao tema, o que foi

proposta para possibilitar uma abordagem voltada para a educação ambiental. Por esse

motivo, a plataforma iNaturalist não foi utilizada como fonte principal, apesar de possuir

quantidade grande de registros, pois seus usuários geralmente já apresentam maior

familiaridade com o assunto e com a identificação de espécies.

Files

Ofidiofauna e ciência cidadã no sudeste do Brasil.pdf

Files (853.8 kB)

Additional details

Software

Development Status
Active

References

  • ANGARITA-SIERRA, Teddy; MONTAÑO-LONDOÑO, Luisa Fernanda; BRAVO- VEGA, Carlos Andrés. ID please: evaluating the utility of Facebook as a source of data for snake research and conservation. Anais da Academia Brasileira de Ciências, v. 94, n. supl. 3, p. e20211043, 2022.
  • BASAK, Sayantani M. et al. Public perceptions and attitudes toward urban wildlife encounters: a decade of change. Science of the Total Environment, v. 834, p. 155603, 2022.