OFIDIOFAUNA E CIÊNCIA CIDADÃ NO SUDESTE DO BRASIL: UMA CONTRIBUIÇÃO DAS REDES SOCIAIS PARA HERPETOLOGIA BRASILEIRA
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Resumo
Ao longo da história evolutiva da espécie humana, desenvolveu-se um medo instintivo
em relação às serpentes, uma vez que, em contextos ancestrais, a sobrevivência
frequentemente depende da capacidade de reflexão e evitar ameaças potenciais.
No entanto, no mundo atual, em que o acesso à informação é praticamente imediato
por meio de dispositivos móveis, a percepção humana em relação às serpentes mostradas-
é variável, sendo influenciada por fatores evolutivos, culturais e educacionais,
podendo resultar em respostas de medo ou em interesse e admiração por esses
animais. As redes sociais possibilitam a interação entre indivíduos de forma independente
da distância, configurando-se como ferramentas amplamente presentes no cotidiano
contemporâneo. Apesar disso, as serpentes frequentemente têm suas vidas ceifadas em
encontros com seres humanos. Ao observar o cenário brasileiro, nota-se uma grande
diversidade de espécies de serpentes, com aproximadamente 435 espécies registradas
no país, e mesmo com os recursos disponíveis para que a maioria da população possa
pesquisar e aprender sobre esses animais, ainda ocorre um massacre recorrente,
motivado por crenças e medos muitas vezes infundados. Por outro lado, com o
crescimento de influenciadores que atuam na divulgação científica e na educação
ambiental, vídeos mostrando o manejo, resgate ou explicação sobre serpentes têm
chamou a atenção até mesmo de pessoas que têm medo desses animais. Nesse
contexto, é possível encontrar diversos grupos online dedicados a auxiliares
pessoas. A partir dessa ideia, o presente trabalho foi desenvolvido. Foram identificados
74 espécies de serpentes, que tiveram contato com seres humanos em todos os
estados da região Sudeste do Brasil, com base em registros encontrados em grupos e
publicações nas plataformas Telegram, Instagram, Facebook e WhatsApp. Esses
ambientes reúnem, em grande parte, pessoas leigas em relação ao tema, o que foi
proposta para possibilitar uma abordagem voltada para a educação ambiental. Por esse
motivo, a plataforma iNaturalist não foi utilizada como fonte principal, apesar de possuir
quantidade grande de registros, pois seus usuários geralmente já apresentam maior
familiaridade com o assunto e com a identificação de espécies.
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References
- ANGARITA-SIERRA, Teddy; MONTAÑO-LONDOÑO, Luisa Fernanda; BRAVO- VEGA, Carlos Andrés. ID please: evaluating the utility of Facebook as a source of data for snake research and conservation. Anais da Academia Brasileira de Ciências, v. 94, n. supl. 3, p. e20211043, 2022.
- BASAK, Sayantani M. et al. Public perceptions and attitudes toward urban wildlife encounters: a decade of change. Science of the Total Environment, v. 834, p. 155603, 2022.