Published April 27, 2026
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MANIFESTAÇÕES OCULARES NA PARALISIA DE BELL: ÊNFASE NO LAGOFTALMO PARALÍTICO E SUAS COMPLICAÇÕES
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A paralisia de Bell é a causa mais comum de paralisia facial periférica, podendo comprometer significativamente a função palpebral e a proteção ocular. Dentre as manifestações oftalmológicas, destaca-se o lagoftalmo paralítico, caracterizado pela incapacidade de oclusão completa das pálpebras, o que predispõe a complicações como ceratopatia de exposição, úlceras corneanas e infecções. O objetivo do estudo é analisar as principais manifestações oculares associadas à paralisia de Bell, com ênfase no lagoftalmo paralítico e suas complicações. Trata-se de uma revisão da literatura, realizada por meio de busca nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram incluídos estudos publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem manifestações oculares na paralisia de Bell. Excluíram-se relatos de caso, estudos duplicados e artigos que não contemplassem o objetivo proposto. Os estudos evidenciaram que o lagoftalmo paralítico é uma das manifestações mais frequentes, estando diretamente associado ao risco de ressecamento ocular, ceratite de exposição e lesões corneanas. Fatores como gravidade da paralisia, atraso no tratamento e ausência de medidas protetoras oculares contribuem para pior prognóstico. Intervenções como lubrificação ocular, oclusão palpebral e, em casos mais graves, abordagens cirúrgicas, demonstram eficácia na prevenção de complicações. Conclui-se que reconhecer precocemente as manifestações oculares na paralisia de Bell, especialmente do lagoftalmo paralítico, é fundamental para a instituição de medidas terapêuticas adequadas, visando prevenir complicações e preservar a função visual.
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