Plataformismo de coalizão como ciberativismo climático: uma perspectiva sociológica
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Contexto científico. O presente artigo foi premiado no âmbito do I Concurso de Artigos Científicos da Cátedra OEI Elena Piscopia de 2025. A Cátedra é uma iniciativa financiada pela Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) em articulação com a Universidad de Granada, na Espanha. O trabalho foi incorporado à I Coletânea de artigos inéditos em três eixos, com lançamento promovido pela OEI, IDP, Grupo de Pesquisa Mulheres, Renda, Democracia e Justiça, IndustriALL Brasil, Observatório da Política no Nordeste (OPN) e Universidad de Granada.
Este trabalho se insere no eixo que versa sobre novas tecnologias e mudanças sociais e foi produzido no âmbito da tese de doutorado Futuros, imaginários e narrativas nas políticas de mudança climática no brasil: fins e colapsos à luz do caso Observatório do cCima de Frederico Salmi (2026), além de estar sob os guarda-chuvas do Programa AmazonFACE (RA5) e do INCT de transformações da participação, do associativismo e do confronto político — INCT Participa. Cabe ressaltar que FS e LCF são membros do INCT Participa (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia — CNPq) — as análises e conclusões expressas são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a visão do CNPq, a quem os autores agradecem. Spoiler: o livro traz o prefácio de Luiz Marinho, atual Ministro de Estado do Trabalho (MTE), cf. após as referências do artigo.
Resumo do artigo. Este trabalho discute as novas formas de ativismo climático mediadas por plataformas digitais. A partir da mobilização de conceitos como metacoalizão (Salmi; Dowbor; Fleury, 2024), apropriação tecnológica (Rivoir, 2019, 2020), ciberativismo (Bûlow; Dias, 2019; Scholz, 2023), entre outros, discutem-se as relações sociais que visam tensionar o status quo por meio da coprodução de plataformas de monitoramento dos diversos tipos de extrativismos que ocorrem na América Latina. Entre as plataformas tecnopolíticas pesquisadas estão a Amazônia em Pé, Associação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Coalizão Direitos na Rede, Coalizão Negra Por Direitos, MapBiomas, Observatório do Carvão Mineral, Observatório do Clima e o Observatório do Petróleo e Gás, entre outras. Entendemos esse arranjo tecnopolítico como “observatórios do extrativismo profundo” (Salmi, Fleury, Rivoir, 2026, p. 110), ou seja, um modo particular de enfrentamento coordenado pelas organizações pró-climáticas diante da lógica “até a última gota”. Nessa linha, emergem novas formas de organização das entidades sociais (e.g., metacoalizão, rede de redes) e novos modos de apropriação tecnológica (plataformismo digital) e mobilização política (com intervenções físicas e digitais junto aos tomadores de decisão e formuladores de políticas públicas).
Boa leitura e óitmas reflexões.
Citação sugerida (ABNT):
SALMI, Frederico; FLEURY, Lorena C.; RIVOIR, Ana L. Plataformismo de coalizão como ciberativismo climático: uma perspectiva sociológica. In: SAPUCAIA DA SILVA, Monica; CARDOSO DA SILVA, Gabriella (org.). Transição justa: novas tecnologias, engenharias e transformações sociais. Brasília, DF: Organização dos Estados Ibero-americanos (Cátedra OEI Elena Piscopia), 2026. p. 98-128. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.19609489
Nota: para esta versão foram atualizados os títulos e as afiliações dos autores.
Contato: Frederico Salmi -- salmi.frederico@gmail.com
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