Guerra, Petróleo e Energia: A Inflação de Rio Branco em Março de 2026
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Em março de 2026, o IPCA de Rio Branco registrou variação de 0,37%, acumulando alta de 1,25% no primeiro trimestre. O resultado foi impulsionado majoritariamente pelos grupos Transportes e Alimentação e Bebidas, que juntos responderam por mais de 76% do impacto total. Transportes avançaram 1,64%, refletindo a pressão dos combustíveis, enquanto Alimentação cresceu 1,56%, pressionada por itens in natura.
A análise dos núcleos indica que a inflação está concentrada. Os indicadores EX1 0,14%, EX2 0,26% e EX3 0,34% situaram-se abaixo do índice cheio, evidenciando que a pressão inflacionária não é generalizada, mas derivada de componentes voláteis. A média aparada -1,13% reforça esse cenário de base estreita de reajustes.
No contexto nacional, Rio Branco apresentou a menor variação entre as capitais brasileiras, contrastando com o índice nacional de 0,87%. A trajetória trimestral revela uma desaceleração consistente em comparação a janeiro 0,81%, sugerindo que os choques de início de ano perderam força. Em suma, março encerrou com inflação pontual, onde o comportamento favorável dos serviços e de itens industriais compensou parcialmente as altas sazonais de alimentos e energia.
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