Published March 31, 2026
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TROMBOEMBOLISMO VENOSO EM CIRURGIAS PLÁSTICAS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
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Sofia Balarim de Carvalho1; Caroline Lourenço De Almeida1 Fundação Educacional do Município de Assis Introdução: O tromboembolismo venoso (TEV), que abrange trombose venosa profunda (TVP) e tromboembolismo pulmonar (TEP), é uma das principais causas evitáveis de óbito hospitalar. Na cirurgia plástica, a preocupação é ampliada pelo crescimento da demanda por procedimentos estéticos, sobretudo quando combinados, que ampliam complicações tromboembólicas. Apesar da gravidade, não existem protocolos padronizados de profilaxia, o que gera condutas heterogêneas e dificulta comparações entre centros. Objetivo: Revisar a literatura científica acerca do TEV em cirurgias plásticas, com ênfase na ausência de protocolos padronizados de prevenção. Metodologia: Revisão bibliográfica nas bases SciELO e PubMed, com descritores DeCS/MeSH relacionados a tromboembolismo venoso, cirurgia plástica e profilaxia. Incluíram-se artigos originais e revisões narrativas e sistemáticas em português e inglês, com recorte temporal definido e relevância clínica. Resultados: No cenário cirúrgico, a tríade de Virchow é acentuada: a estase venosa decorre da imobilização prolongada; a lesão endotelial é induzida pela manipulação cirúrgica; e o estado de hipercoagulabilidade reflete a resposta inflamatória e pró-trombótica ao trauma. A literatura reporta incidência variável de TEV, de 0,35% em lifting facial a 9,4% em lipoaspiração circunferencial. Protocolos institucionais, como o implementado na Clínica Ivo Pitanguy, demonstraram eficácia ao reduzir casos a zero em sua casuística. Entretanto, não há diretriz internacional consensual que permita padronização e ampla aplicabilidade clínica. Discussão: Apesar do impacto do TEV na morbimortalidade pós-operatória, a inexistência de protocolos universais dificulta a uniformização de condutas profiláticas e a realização de estudos comparativos multicêntricos. O dilema persiste entre reduzir o risco tromboembólico e evitar complicações hemorrágicas decorrentes da anticoagulação. A padronização, portanto, é fundamental para otimizar a segurança dos pacientes e consolidar práticas baseadas em evidências. Conclusão: O TEV em cirurgias plásticas é uma complicação grave, mas prevenível. A elaboração de protocolos padronizados de profilaxia é essencial para reduzir complicações, aumentar a segurança do paciente e fortalecer a produção científica na área.
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