Published March 31, 2026 | Version v1
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HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA CONGÊNITA: O PAPEL DA CIRURGIA EM SEU MANEJO

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Beatriz de Morais Theodoro da Silva 1; Beatriz de Novaes de Ferreira 2; João Paulo Frizon de Oliveira 3; Laura Garcia 4; Débora Aparecida Zanetti 5; Felipe Costa Vicente 6; Luís Rodolfo de Andrade 7. (1) Fundação Educacional do Município de Assis; (2) Universidade Nove de Julho Introdução: A Hérnia Diafragmática Congênita (HDC) é uma malformação congênita grave caracterizada por um defeito no diafragma que permite a herniação de vísceras abdominais para a cavidade torácica, ocasionando compressão pulmonar, hipoplasia pulmonar e hipertensão pulmonar persistente. Embora os avanços no diagnóstico pré-natal e no manejo intensivo tenham melhorado significativamente o prognóstico, o tratamento cirúrgico permanece a intervenção fundamental para restaurar a anatomia e aumentar as chances de sobrevida. Objetivo(s): Revisar as evidências atuais sobre o tratamento cirúrgico da HDC. Metodologia: Revisão da literatura de 2019–2025 nas bases PubMed, MEDLINE e BVS, incluindo publicações recentes (2023–2025) sobre intervenções cirúrgicas e fetais. A busca utilizou operadores booleanos com os termos: ("Congenital Diaphragmatic Hernia") AND ("Pediatrics") AND ("Thoracoscopy") AND ("Thoracic Surgery") AND ("Minimally Invasive Surgical Procedures"). Foram incluídos estudos em humanos sobre técnicas de reparo, tempo cirúrgico e desfechos clínicos, excluindo duplicatas, relatos de caso e textos indisponíveis. Resultados: O tratamento da Hérnia Diafragmática Congênita (HDC) busca restaurar a anatomia toracoabdominal e melhorar a função pulmonar por meio de estratégias cirúrgicas e de suporte. O reparo pós-natal da HDC envolve redução das vísceras herniadas e fechamento do defeito diafragmático por sutura primária ou prótese/patch, conforme o tamanho da lesão. Técnicas minimamente invasivas, como videotoracoscopia, oferecem recuperação mais rápida e menor morbidade, porém com maior risco de recidiva em grandes defeitos. Em casos graves, o FETO promove crescimento pulmonar e aumenta a sobrevida, enquanto a ECMO atua como recurso de resgate, restrito a casos refratários e centros especializados devido à complexidade e riscos associados. Discussão: O manejo cirúrgico da HDC deve ser individualizado, considerando o tamanho do defeito, a estabilidade clínica e a experiência da equipe. A toracoscopia é promissora em centros especializados, porém exige seleção cuidadosa. O FETO surge como estratégia eficaz para hipoplasia pulmonar severa, restrita a serviços de alta complexidade. A centralização em programas especializados otimiza resultados, já que a cirurgia isolada não corrige a hipoplasia, sendo necessária uma abordagem multidisciplinar que inclui estabilização pré-operatória, ventilação protetora e manejo da hipertensão pulmonar. Conclusão: A cirurgia da HDC permanece essencial para restaurar a anatomia e permitir sobrevida, mas deve ser realizada após estabilização clínica em centros de referência. Avanços como técnicas minimamente invasivas e FETO representam progressos importantes, mas ainda exigem estudos de longo prazo. O sucesso depende da integração entre cirurgia e cuidado multidisciplinar.

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