Published March 31, 2026 | Version v1

TIREOIDECTOMIA POR ACESSO TRANSORAL VESTIBULAR: REVISÃO SISTEMÁTICA DA EVIDÊNCIA BRASILEIRA

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Eduarda Martins de Andrade; Heloísa Raposo Fernandes Dos Santos; Maria Clara Sampaio Redivo Fundação Educacional do Município de Assis Introdução: A cirurgia endoscópica transoral vestibular (TOETVA/TOEPVA) é a única técnica sem cicatriz, segura e minimamente invasiva, com menor dor e rápida recuperação. Indicada para tireoides pequenas e para quem deseja evitar cicatriz cervical, foi descrita no Brasil em 2018. Apesar de novos estudos, ainda faltam dados sobre casos e cirurgiões habilitados, levantando dúvidas sobre o treinamento. Objetivo: Identificar e comparar técnicas de tireoidectomia. Método: Trata-se de uma revisão sistemática de literatura, realizada com artigos indexados na base LILACS e MEDLINE, publicados entre os anos de 2020 e 2025, em língua portuguesa. Definiu-se como descritores de busca (Decs/MeSH) "procedimento cirúrgico endócrino" e "tireoidectomia", identificou-se na base LILACS 10 artigos e na base da MEDLINE 6 artigos. Em seguida, foi usado como critério de exclusão, títulos e resumos fora do assunto, que mantiveram 3 artigos da MEDLINE e 1 artigo da LILACS, sendo, portanto, selecionados 4 artigos finais. Resultado: Foram analisadas tireoidectomias totais e parciais por vias convencional e transoral (TOETVA), com baixa conversão para aberta (2,2%) e recuperação sem intercorrências em 78,5% dos casos. As complicações mais comuns foram hipocalcemia transitória (9,3%) e paralisia do nervo laríngeo recorrente (2% temporária, 0,7% permanente). O uso de bisturis ultrassônicos e bipolares reduziu tempo cirúrgico e hipoparatireoidismo transitório. Discussão: A TOETVA é segura, eficaz e esteticamente vantajosa, com complicações comparáveis à cirurgia aberta, exigindo treinamento especializado. A crescente adoção no Brasil e o uso de tecnologias modernas indicam um futuro promissor da técnica em centros capacitados. Conclusão: A TOETVA é segura, eficaz e gera bom resultado estético, com riscos como parestesia do nervo mental, sendo promissora em mãos experientes. No Brasil, ainda são necessários estudos que comparem seus benefícios e riscos à cirurgia convencional.

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