A DISCIPLINA MODAL DA DISTINÇÃO: uma análise crítico-propositiva do artigo The Error of the Boundary: Why the Concept of the "Limit of Distinguishability" Obstructs Foundational Inquiry, de Petina A. V., em confronto com a Teoria da Objetividade
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Este artigo desenvolve uma análise crítico–propositiva do texto de Petina A. V., The Error of the Boundary: Why the Concept of the “Limit of Distinguishability” Obstructs Foundational Inquiry, em confronto sistemático com a Teoria da Objetividade (TO), de Vidamor Cabannas e Denivaldo Silva. Sua tese central é que a noção de “limite de distinguibilidade”, quando elevada de restrição metodológica a veredicto ontológico, obstrui a investigação fundacional ao substituir a explicação gerativa por marcadores negativos de encerramento, como “indistinguível”, “inacessível” e “inefável”.
O estudo sustenta que a crítica de Petina é altamente relevante para a disciplina modal da TO, pois ambas as abordagens rejeitam a absolutização dos limites descritivos, formais e de medição. O artigo examina as principais compatibilidades entre a metodologia arquitetônica de Petina e a Teoria da Objetividade, especialmente no que se refere à gênese, estabilização e recorrência da distinção, à separação entre níveis fenomênicos e ontológicos, e à necessidade de preservar a inteligibilidade fundacional sem recair em obscuridade especulativa.
Ao mesmo tempo, o trabalho identifica pontos importantes de tensão. Argumenta-se que a crítica de Petina desafia a TO a explicitar com maior rigor o estatuto de conceitos como Nada, infinito, Esfera Perfeita, transcendência, Efeitos Indutores e Eras cosmológicas, de modo que não sejam lidos como substitutos apofáticos da explicação. Nesse sentido, o confronto é produtivo, e não meramente oposicional: Petina atua como crítico metodológico do fechamento verbal da investigação, enquanto a TO oferece uma arquitetura modal-cosmogênica mais ampla para a emergência da distinção.
O artigo conclui que a alternativa correta ao “erro da fronteira” não é o abandono da ontologia, mas sua disciplinarização modal. As fronteiras devem ser tratadas como diagnósticos, e não como veredictos, e a investigação fundacional deve retornar à sua tarefa própria: reconstruir as condições sob as quais distinção, objetividade, medição e formalização se tornam possíveis.
Palavras-chave: Teoria da Objetividade; Petina; limite de distinguibilidade; ontologia modal; investigação fundacional; distinção; fronteira; elementos fenomênicos; Efeitos Indutores; cosmogonia; filosofia da ciência; ontologia dos fundamentos.
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