Um manifesto em favor da violencia: uma analise Fanoniana
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violência é um fenômeno complexo e recorrente na história humana. Embora a moralidade comum a condene como uma violação da integridade individual, sua manifestação no âmbito das relações de poder, especialmente por parte de instituições, revela uma dimensão paradoxal. A presente análise acadêmica propõe um raciocínio crítico: se instituições estatais e sociais se autorizam a empregar a violência contra minorias e grupos vulneráveis – seja por razões fenotípicas, religiosas ou ideológicas – essa mesma violência, quando devolvida pelos oprimidos, transforma-se não em um simples ato de retaliação, mas em um imperativo ético e um mecanismo de libertação. A contraviolência, nesse sentido, visa não apenas paralisar a agressão recebida, mas também desmantelar o sistema cíclico e repetitivo de opressão que a legitima.
Para examinar essa tese, este artigo se apoia em uma constelação de pensadores que abordaram a violência a partir da experiência colonial e pós-colonial. As obras de Frantz Fanon, Achille Mbembe, Enrique Dussel e Edward Said fornecem o arcabouço para entender a justificação da violência institucional e, em seguida, a natureza transformadora da resposta dos oprimidos. Em contrapartida, a filosofia da não-violência de Martin Luther King Jr. é mobilizada para apresentar um contraponto crucial, delineando os limites e as complexidades do debate. A partir dessa dialética, argumenta-se que a violência revolucionária é, em última instância, uma prática de constituição de um novo sujeito político.
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