Published March 6, 2026 | Version 1.0
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A reciprocidade espaço–tempo e os limites da cosmogênese física: Uma leitura crítico–propositiva de Time and Universe Creation, Existence and Destruction, de Bhanu Chandra Tiwari, à luz da Teoria da Objetividade

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Este artigo apresenta uma leitura crítico–propositiva do texto Time and Universe Creation, Existence and Destruction, de Bhanu Chandra Tiwari, em diálogo com a Teoria da Objetividade (TO), sua bibliografia fundante, seus desenvolvimentos recentes em ontologia modal e um conjunto de referências de apoio no campo da cosmologia, da filosofia da física e das reflexões contemporâneas sobre espaço e tempo.

O estudo examina a proposta central de Tiwari segundo a qual espaço e tempo formam um par reciprocamente constrangido, cujo produto permaneceria invariante, permitindo interpretar a criação, a existência e a destruição do universo como regimes-limite de uma única estrutura dinâmica. Embora reconheça a ambição filosófica e a força sugestiva dessa formulação cosmológica, o artigo sustenta que o modelo permanece ontologicamente insuficiente quando avaliado sob a disciplina modal da Teoria da Objetividade.

A análise mostra que a proposta de Tiwari contém intuições relevantes — especialmente no que se refere à continuidade da existência, à noção de intervalo temporal mínimo, à ciclicidade cosmológica e à interpretação da luz como uma forma de memória da natureza. Contudo, o artigo argumenta que tais intuições exigem um fundamento ontológico mais profundo. Em particular, a Teoria da Objetividade é mobilizada para demonstrar que qualquer cosmologia adequada deve enfrentar a necessidade modal do Nada primordial, da singularidade dos elementos, da fronteira lógica, da existência relacional, da composição ontológica e do estatuto transcendente da informação ou da radiação atômica.

Ao articular o texto de Tiwari com o teorema cosmogênico da TO, os Efeitos Indutores, o estatuto fenomênico do tempo e as Eras cosmológicas da Teoria da Objetividade, este artigo propõe um quadro interpretativo mais amplo no qual a reciprocidade espaço-tempo pode ser preservada apenas como imagem fenomênica secundária, e não como fundamento último da cosmogênese. O estudo também situa esse debate em diálogo com Einstein, Heisenberg, Bohm, Prigogine, Penrose, Hawking, Weinberg, Rovelli e com discussões contemporâneas sobre testabilidade, pontes operacionais e o mínimo lógico exigido para um modelo coerente de universo.

O resultado é, ao mesmo tempo, uma crítica e um convite ao diálogo: uma crítica aos limites ontológicos de uma cosmologia fundada exclusivamente na reciprocidade espaço-tempo, e um convite à reconsideração da especulação cosmológica sob a disciplina modal, lógica e fenomenológica mais robusta proposta pela Teoria da Objetividade.

Palavras-chave:
Teoria da Objetividade; Bhanu Chandra Tiwari; reciprocidade espaço-tempo; cosmologia; criação do universo; destruição do universo; ciclicidade cosmológica; ontologia modal; memória atômica; radiação atômica; tempo fenomênico; Efeitos Indutores; teorema cosmogênico; mínimo lógico; ontologia da física.

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A_reciprocidade_espaýo_tempo_e_os_limites_da_cosmogýnese_fýsica.pdf

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