POTENCIAL TERAPÊUTICO DO AÇAFRÃO-DA-TERRA (Curcuma longa L.) NA DOENÇA DE ALZHEIMER.
Description
Introdução: O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa relacionada ao acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau, gerando emaranhados neurofibrilares. Os tratamentos atualmente disponíveis não previnem a degeneração celular observada nessa patologia. A espécie vegetal Curcuma longa L. possui atividades anti-inflamatória, antioxidante e citoprotetora, apresentando potencial para uso nesse quadro. Objetivos: Investigar os estudos disponíveis sobre o uso de C. longa na doença de Alzheimer. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa, na qual se utilizou as bases de dados: PubMed, Scielo e Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), com os seguintes descritores: Cúrcuma, Doença de Alzheimer e Neuroproteção, com o emprego do operador booleano AND. Foram incluídos artigos nos idiomas português e inglês, entre os anos de 2019 e 2023. Resultados e Discussão: Após triagem, foram selecionados 5 artigos. O tratamento clínico de Alzheimer baseia-se em fármacos que são capazes de aliviar os sintomas, porém, possuem eficácia apenas razoável. Experimentações in vivo e in vitro foram conduzidas com o Açafrão-da-terra, utilizando-se dos rizomas em forma seca ou extratos metanólicos, e resultados apontam sua propriedade em prevenir ou amenizar processos patológicos relacionados a doenças neurodegenerativas, como declínio cognitivo, distúrbios de humor e demência. A curcumina, principal bioativo da C.longa, juntamente com seus derivados, representa cerca de 5% dos constituintes da planta, mas sua fitoquímica apresenta também vários monos, di, tri e sesquiterpenos, alcalóides, esteróis, flavonóides e outros compostos polifenólicos. Estudos relatam que seus constituintes possuem atividade antioxidante equivalente às vitaminas C e E. O mecanismo de ação para capacidade neuroprotetora dos compostos polifenólicos naturais ainda não foi completamente elucidado. No entanto, pesquisas apontam a participação dessas substâncias na inibição da via de transcrição do fator pró-inflamatório NF-κB e da ativação de PPAR-γ, reduzindo os níveis de citocinas pró-inflamatórias e espécies reativas de oxigênio (EROs), além de implementar a atividade de enzimas envolvidas na captação de EROs, como superóxido dismutase e catalase. Assim, a manifestação de Alzheimer, que é uma condição caracterizada por inflamação e oxidação, é reduzida. Conclusão: De acordo com os artigos encontrados, a C. longa possui bases científicas para neuroproteção, destacando-se tanto na prevenção da degeneração celular avançada quanto no alívio dos sintomas inflamatórios e oxidativos característicos da doença. Assim, promovendo melhor qualidade de vida para pessoas com Alzheimer. Contudo, necessita-se conduzir mais pesquisas para garantia de segurança no processo terapêutico.
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References
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