Published February 24, 2026 | Version v1
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Comportamento alimentar e fisiopatologia na manutenção da perda de peso: implicações para a prática nutricional

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A obesidade é um problema crescente de saúde pública global, associada ao aumento do risco de doenças crônicas. Embora a perda de peso por meio de dieta e de atividade física traga benefícios clínicos relevantes, sua manutenção a longo prazo permanece um desafio. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo revisar, de forma narrativa, os principais fatores fisiopatológicos e comportamentais relacionados à manutenção da perda de peso. A metodologia consistiu em uma revisão narrativa da literatura, abrangendo diretrizes e artigos científicos nacionais e internacionais que abordam adaptações fisiológicas, neuro-hormonais, comportamentais e ambientais decorrentes da perda de peso. Os resultados da análise evidenciaram que a perda ponderal desencadeia alterações fisiológicas, como: redução do gasto energético e aumento do apetite, além de adaptações neuro-hormonais relacionadas à grelina, leptina, GLP-1, PYY e CCK, que favorecem o reganho de peso. No âmbito comportamental e ambiental, destacam-se como estratégias positivas: o automonitoramento, o planejamento alimentar, o controle do ambiente alimentar, a ingestão regular de frutas, vegetais e alimentos ricos em fibras, bem como o apoio social. Por outro lado, obstáculos como ambientes obesogênicos, pressões sociais e marketing de alimentos hiperpalatáveis representam barreiras significativas. Conclui-se que a manutenção da perda de peso é um processo multifatorial que requer intervenções integradas, envolvendo aspectos dietéticos, comportamentais e psicológicos e destaca-se a importância de abordagens individualizadas e sustentáveis conduzidas pelo nutricionista.

 

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RevMedSau - jul._dez. 2025 - v.8 n.3 [ARTIGO 3].pdf

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