DINÂMICA ESPACIAL E ESTRUTURAL DE Lacistema pubecens Mart. EM FLORESTA SECUNDÁRIA NO NORDESTE PARAENSE
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As florestas secundárias desempenham papel fundamental na recomposição da paisagem amazônica, sobretudo em regiões historicamente impactadas pelo uso agropecuário intensivo. Lacistema pubescens Mart., espécie de hábito secundário inicial, apresenta elevada plasticidade ecológica e capacidade de colonizar microsítios favoráveis, configurando-se como modelo para compreender a dinâmica de florestas em recuperação. Diante desse contexto, este estudo teve como objetivo avaliar a distribuição espacial e a variação da área basal de L. pubescens em uma floresta secundária com 25 anos de sucessão natural no nordeste paraense, considerando dois levantamentos (2018 e 2024). O inventário contemplou todos os indivíduos com diâmetro à altura do peito (DAP ≥ 5 cm), distribuídos em uma parcela permanente de 1 hectare, processados em ambiente estatístico e submetidos a análises espaciais pela função K de Ripley e pela estimativa de densidade Kernel, além de análises estruturais via ANOVA e teste de Tukey. Os resultados revelaram padrão espacial agregado em curtas distâncias, associado à dispersão restrita de sementes e à colonização de microsítios favoráveis, comportamento típico de espécies pioneiras em florestas secundárias. Entre 2018 e 2024, houve incremento populacional de aproximadamente 29% (203 para 261 indivíduos), refletindo elevado potencial de recrutamento. A área basal média também apresentou aumento significativo, de 0,0089 para 0,0202 m² ha⁻¹, evidenciando que o crescimento diamétrico de indivíduos estabelecidos foi determinante para o avanço estrutural. A floresta secundária, mesmo originada de pastagem abandonada com alto grau de antropização, apresentou trajetória positiva de recuperação florestal, com incremento estrutural e recrutamento contínuo de L. pubescens. Contudo, a alta densidade de recrutas sugere competição intraespecífica intensa, o que poderá limitar o crescimento diamétrico futuro.
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