Alma e Corpo na Antropologia Teológica Reformada: Fundamentos antropológicos da rejeição do sono da alma em João Calvino
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Este artigo examina a antropologia teológica de João Calvino, com foco na distinção entre alma e corpo como fundamento para a compreensão cristã da morte, do estado intermediário e da esperança escatológica. Sustenta-se que a rejeição Calvinista da doutrina do sono da alma não decorre apenas de argumentos exegéticos pontuais, mas de uma compreensão coerente do ser humano como unidade composta de corpo e alma, sem confusão ontológica entre ambos. A partir de uma análise teológica de seus escritos, o estudo demonstra que Calvino compreende a alma como substância criada por Deus, princípio da vida e da identidade pessoal, cuja subsistência após a morte do corpo torna inteligível a continuidade da existência humana diante de Deus. O artigo argumenta ainda que a Cristologia exerce papel normativo nessa antropologia, uma vez que a humanidade real de Cristo fornece o critério para compreender a morte humana e a esperança da ressurreição. Conclui-se que a antropologia Calvinista integra de modo orgânico antropologia, Cristologia e escatologia, oferecendo um fundamento teológico sólido para a rejeição do sono da alma e para a afirmação da esperança cristã diante da morte.
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Alma e Corpo na Antropologia Reformada - João Calvino.pdf
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