Os Palácios de (a) Justiça do Distrito de Bragança Um itinerário judiciário num território rural
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O património judiciário em Portugal tem sido pouco visto e remetido aos locais onde se encontra implantado sem visionamento merecido! Desde cedo que este património cultural – prático e útil ao desempenho da justiça, se foi perdendo no desenrolar do tempo, sem que dele ficassem arquivos, ou sequer referências escritas. As dificuldades são patentes. O mesmo já não acontece para os tempos recentes, sobretudo quanto aos inícios do séc. XX, mormente para o período do Estado Novo e a
política de construção do que se designou de “Palácios da Justiça”, distribuídos por todo o território, porque a instalar em todas as comarcas judiciais, correspondentes a cada sede concelhia… Escolhemos o distrito de Bragança, porque parte de um território de interior, rural e de quase fronteira nos seus limites “a nascente”… Os Palácios de (a) Justiça do distrito de Bragança e a sua implantação no território demonstra a ação do Estado (Novo) e a vitalidade da terra sempre exigente na disciplina social e organização da vida comunitária, com subjugação a padrões e princípios arquitectónicos vindos de fora, a maior parte dos quais em resultado da influência e controle do Ministério das Obras Públicas, com arquitetos e artistas plásticos de (o) regime, mesmo que a contrato. É de ver, que o arquiteto Raúl Rodrigues Lima, (p.ex.) projetou no distrito de Bragança, quatro dos Palácios de (a) Justiça existentes … Bragança, Mogadouro, Vimioso e Vinhais…
A obra implantada em Carrazeda de Ansiães da autoria de Alberto Carneiro (Professor e escultor) – “Os Sete livros da Vida” – mostra á saciedade sociocultural, o tempo que passa e a importância da escrita da vida singular e coletiva…dos povos, e, isso abrange de modo filosófico-social a vida do povo e da sua Justiça!
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